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Facebook diz que não conseguiu barrar mensagens sexistas

Facebook reconheceu nesta terça-feira (28) que os seus sistemas para identificar e remover o discursos sexistas não funcionou de forma eficaz, isso porque centenas de manifestantes estão pedindo ações mais duras do site contra posts que, segundo eles, inferiorizam as mulheres.

Por meio de um comunicado oficial, o Facebook disse que seus “sistemas para identificar e remover o discursos de ódio não funcionou de forma tão eficaz como gostaríamos, principalmente quando o assunto é mensagens sexistas.” A empresa disse que iria rever a forma de como lidar com tal conteúdo, e fará um novo treinamento para seus funcionários, aumento de prestação de contas e estabelecer linhas mais diretas de comunicação com grupos de mulheres e outras entidades.

Os ativistas, que enviaram mais de 5 mil e-mails para os anunciantes do Facebook e provocou mais de 60 mil mensagens no Twitter, levou Nissan e mais de uma dezena de empresas menores para dizer que iria retirar a publicidade do site.

Em um comunicado, a marca Dove, da empresa Unilever, disse estar “extremamente perturbada” pelas imagens.

“A Dove leva esse assunto muito a sério e não aprova nenhuma atividade que insulta intencionalmente nenhum tipo de público”, disse a diretora global de comunicações do grupo, Stacie Bright.

“Estamos trabalhando para refinar nossas palavras-chave (que determinam a inserção de anúncios) caso outras páginas como essa sejam criadas. Os anúncios no Facebook miram nos interesses das pessoas, não nas páginas. Nós não escolhemos em que local nossos anúncios aparecem.”

As queixas contra a rede-social só ficou mais forte depois que Laura Bates, fundadora do projeto Everyday Sexism, disse à BBC que a campanha nasceu da “completa frustração” de um grande número de mulheres que aderiu à iniciativa para reclamar sobre o material.

“Obviamente é difícil moderar uma plataforma de 1 bilhão de usuários, mas isso está afetando as mulheres de maneira desproporcional”, disse.

“O Facebook age em assuntos como antissemitismo e já foi elogiado por isso, mas quando eles veem imagens de mulheres sendo estupradas, não consideram que isso é um tipo de discurso de ódio. Muitas mulheres estão dizendo que isso as impede de usar o Facebook.”

Além da escritora e ativista Soraya Chemaly, publicar uma carta aberta pedindo executivos do Facebook para “proibir o discurso do ódio em seu na rede-social.”

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