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[Review] Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas

Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas é um action-RPG desenvolvido pela Cornfox & Brothers que conta a historia de um garoto que tem que atravessar o mar e passar por diversas ilhas, matar monstros e descobrir segredos perdidos para encontrar seu pai e acabar com o monstro maquina dos mares, Oceanhorn e tudo isso no maior estilo Zelda, para quem é fã da saga de Link, esse pode ser um jogo que vá lhe interessar e a comparação com o clássico da Nintendo ainda vai ocorrer muito durante esse review. O jogo foi lançado 14 de novembro de 2013 para iOS, Android, PC, MAC, Xbox One, PS4, PS Vita e Nintendo Switch.

Era uma vez…

Oceanhorn: Monster of Uncharted Sea conta a historia de um garoto que acorda um belo dia e encontra somente uma carta de seu pai dizendo que saiu para comprar cigarros derrotar o monstro maquina dos mares, Oceanhorn que tem aterrorizado o lugar onde vivem e as únicas pistas do paradeiro do seu pai são um caderno antigo e o colar de sua mãe. Para chegar até seu pai o personagem passa por diversas ilhas e encontra diversos personagens que trocarão favores para ajudar a encontrar seu pai e o Oceanhorn e na passagem por essas ilhas o personagem também encontra diversas relíquias perdidas que lhe dão alguns poderes e habilidades extras.

A historia é um clichê e conta com personagens nada carismáticos que não conseguem ganhar muita da nossa atenção, além disso a historia dos personagens secundários acaba não tendo um desenvolvimento muito profundo o que nos faz não dar importância aos mesmos, Oceanhorn embora esteja totalmente em inglês é o tipo de jogo que pode ser jogado ignorando totalmente a historia que segue em volta do jogo, em poucos momentos os diálogos servirão realmente para alguma coisa ou adicionarão alguma informação interessante a historia.

Mesmo com uma historia simples, Oceanhorn tinha a capacidade de se tornar algo a mais, mas não é o que acontece, qualquer tipo de acontecimento inesperado na historia é inexistente, fazendo com que você possa prever o que acontece no final do jogo simplesmente jogando os primeiros 10 minutos ou então lendo esse review, nenhum tipo de reviravolta no jogo vai deixar você nem um pouco impressionado e isso é algo que com certeza deixa a desejar em Oceanhorn.

Gráficos

Considerando que o jogo foi lançado em 2013 não podemos fazer comparações gráficas com nenhum jogo semelhante dessa geração, mas os gráficos de Ocenhorn são facilmente comparados aos presentes em Zelda: Skyward Sword que foi lançado apenas 2 anos antes. A beleza do jogo também ira depender da plataforma na qual você está jogando, afinal o jogo está disponível para plataformas mobile e plataformas mais potentes como PC e os consoles da ultima geração, mas em geral o jogo se apresenta muito bem e com gráficos bem bonitos no estilo desenho animado, a principal diferença que se nota ao jogar no iPhone ou no PC é o anti-aliasing, que é o filtro que faz com que as bordas dos objetos fique menos pixelada e mais realista. 

Oceanhorn Graficos

É uma sensação boa e de nostalgia que temos quando começamos a jogar Oceanhorn, que para muitos de nós não tínhamos desde a ultima vez que jogamos Zelda, mas embora os cenários sejam variados, afinal são diversas ilhas, cavernas e casas a serem explorados, as texturas se repetem fazendo com que todas as cavernas pareçam iguais, só mudando o formato das mesmas e o mesmo se repete para as casas, já as ilhas embora possuam texturas semelhantes também, possuem climas e decorações diferentes fazendo com que não seja tão notável a repetição de textura.

Jogabilidade

No primeiro minuto de jogo a primeira coisa que você vai notar é a incapacidade do personagem de pular ou de cair da beirada de declives e o fato do mesmo não conseguir pular é algo que leva um certo tempo para se acostumar, afinal durante o começo do jogo você irá tentar pular diversas vezes para alcançar lugares que teoricamente deveriam ser de fácil acesso. Embora esse movimento básico seja inexistente no jogo, ele faz com que outras mecânicas presentes no jogo sejam necessárias para alcançar certos pontos e objetivos.

Oceanhorn Jogabilidade

No que diz respeito a mecânica de luta do jogo, ela é tão simples quanto os inimigos que você irá lutar. No total são somente 4 as armas disponíveis no jogo que são uma espada que possui dois tipos de ataques, um arco que mira automaticamente nos alvos mais próximos, bombas que podem ser usadas contra inimigos ou para quebrar certos tipo de rochas e uma pistola que por algum motivo estranho só é possível utilizar enquanto estiver navegando entre uma ilha e outra de barco. No geral os inimigos não possuem inteligencia artificial muito boa fazendo com que na maioria dos casos seja possível mata-los sem levar nenhum dano ou até mesmo passar por eles direto, no que diz respeito aos chefões, eles normalmente possuem uma mecânica especifica para serem mortos, fazendo com que seja necessário atacar uma área especifica dos mesmos para que eles abram a defesa e você possa tirar dano deles e depois repetir o processo novamente, matar esses chefões é algo relativamente fácil e requer mais paciência do que habilidade.

Uma das coisas mais chatas nesse jogo é a navegação, toda vez que você for ir de uma ilha para a outra o seu personagem vai precisar navegar e você vai precisar acompanhar esse trajeto, embora a navegação em si ocorra de maneira automática você irá precisar atirar em inimigos que se colocarão em frente ao barco e atacarão e você também terá a possibilidade de recolher alguns bônus durante a navegação, nas primeiras vezes pode até ser legal, mas depois acaba sendo algo massante e repetitivo principalmente que o jogo te obriga a ir e voltar de uma ilha diversas vezes em alguns momentos. Algumas mecânicas do jogo nem sequer tem uma utilidade precisa, como a habilidade de pesca, em um certo ponto do jogo você vai ser presenteado com uma vara de pesca e vai ter a possibilidade de pescar 7 diferentes peixes em diferentes ilhas, mas não tem nenhuma missão que envolva essa função fazendo com que só sirva para ganhar experiencia e nada mais, sendo que alguns peixes são muito difíceis de serem pegos até mais difíceis que matar o boss final do jogo.

Oceanhorn Navegação

 

A seleção de armas e magias é bem intuitiva e é um dos pontos fortes do jogo, a mudança entre as armas ocorre de maneira fluida uma vez que você se acostuma com a mecânica. Em geral a simplicidade do jogo acaba não sendo um problema até que chega a hora de realizar os puzzles presentes no jogo, que normalmente são uma das partes mais interessantes nos jogos do gênero, mas em Oceanhorn acabam se tornando algo automático, pois consistem somente em empurrar caixas para poder passar, empurrar caixas em cima de botões ou então ter paciência de andar e andar até encontrar a chave que vai abrir o próximo portão, a ausência de dificuldade para solucionar os puzzles acaba tornando uma tarefa que poderia ser interessante em algo chato e repetitivo, quase tanto quando as texturas das cavernas.

Sons

A trilha sonora do jogo conta com musicas de Kenji Ito e Nobuo Uematsu, consagrados compositores de diversos jogos da franquia de Final Fantasy, Rise of Mana, SaGa, etc. As musicas do jogo ajudam bastante na ambientação do jogo com a historia, criando momentos de tensão, vitoria ou tranquilidade quando necessário, em geral, por mais que as musicas se repitam em diversos ambientes você acaba não notando e tudo flui de maneira incrível, a não ser que você decida pescar, pelo fato de ser uma função mais demorada, você vai com o tempo notar a repetição das musicas e isso pode acabar te irritando.

Oceanhorn Pesca

No que diz respeito a voz dos personagens, se você fala inglês, vai notar que muitas vezes os atores que dublaram os personagens não conseguiram passar as emoções que deveriam fazendo com que a dublagem seja fraca e em diversos pontos ela inicia muito depois que o texto já apareceu na tela e embora os personagens transmitam diversas emoções durante o texto, nem a dublagem e muito menos a expressão facial deles (que não muda nunca) passam esses sentimentos.

Conclusão

Embora Oceanhorn possa ser comparado com Zelda pela jogabilidade, gráficos e estilo semelhante, depois de jogar talvez você quisesse que o jogo fosse mais parecido com a famosa franquia de Zelda, pois embora diversas semelhanças estejam presentes, Oceanhorn é uma versão sem sal do Link e seu mundo, mas talvez um dos pontos positivos do jogo seja o fato que não parecem ter muitas desenvolvedoras fazendo esse gênero de jogo o que torna Oceanhorn talvez um dos poucos nesse estilo além de Zelda e talvez um dos mais novos. O potencial desse jogo é incrível, mas acabou perdendo o brilho com a sua facilidade e falta de capacidade de prender o jogador em sua historia clichê e com poucos personagens cativantes, mas considerando os rumores de um Oceanhorn 2 fico curioso para saber se a empresa vai conseguir emplacar algo único na continuação do jogo, coisa que não conseguiu com o primeiro.

 

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