Asha Sharma, nova CEO do Xbox e responsável pela área de games da Microsoft, chamou atenção esta semana com um convite bem curioso. Ela decidiu, de forma pública, chamar Shawn Layden para conversar. Sim, o homem é ex-presidente da Sony Interactive Entertainment, e não é exatamente o tipo de visita que você faz quando está tudo perfeitamente alinhado. Principalmente porque, nos últimos tempos, o Xbox Game Pass tem sido alvo de críticas e discussões que deixam qualquer liderança com o cérebro ligado no modo sobrevivência.
O assunto ganhou corpo quando Layden soltou uma avaliação direta sobre o estado do serviço de assinatura. Em uma publicação, ele afirmou que “eles estão se esforçando tanto para forçar isso a ter saúde, apesar de diagnósticos desfavoráveis e de um prognóstico sombrio”. No mesmo texto, ele completou dizendo que uma “autópsia honesta” do caso traria lições importantes para a indústria.

Pouco tempo depois, quem respondeu foi Sharma, também no LinkedIn. A mensagem foi curta, mas certeira no recado: “Adoraria conversar em algum momento.”
Quem é Shawn Layden e por que a opinião dele pesa tanto
Shawn Layden não é daqueles comentaristas aleatórios que aparecem só para polemizar. Ele foi presidente da Sony Computer Entertainment Japan e, depois, assumiu a presidência e o cargo de CEO da Sony Interactive Entertainment. O período inclui a era do PlayStation 3 até o fim da geração do PlayStation 4. Em outras palavras, Layden esteve bem no centro de um dos momentos mais decisivos da indústria, justamente a fase que ajudou a moldar o cenário competitivo de hoje, com o PS4 dominando o mercado.
Desde que deixou a Sony em 2019, Layden segue firme nos debates sobre os rumos do setor, sem aquele filtro corporativo que costuma suavizar críticas até elas perderem o sentido.

E é por isso que o convite da Asha Sharma é tão simbólico. Ela chega à liderança do Xbox vinda de fora da bolha do mercado de games, com experiência anterior ligada a IA, o que naturalmente já gerou questionamentos desde o início. Só que agora ela está mostrando, na prática, que pretende ouvir gente que tem décadas de vivência no assunto. Mesmo que a conversa comece com críticas. Principalmente com críticas.