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Call of Duty: Xbox pode recorrer aos clássicos da franquia para fortalecer o catálogo do Game Pass

4 min de leiturapor MustefuegoCall of Duty Online

Call of Duty deve continuar forte no Xbox Game Pass, mas agora pela porta da nostalgia

Os novos jogos de Call of Duty não devem mais chegar no Xbox Game Pass no lançamento. A mudança é grande, especialmente porque, durante a aquisição da Activision Blizzard, a promessa de ter os grandes lançamentos da franquia dentro do serviço era um dos argumentos mais fortes da Microsoft. Mas isso não significa que Call of Duty vai desaparecer do catálogo. Muito pelo contrário.

Segundo um relatório do PC Gamer, a nova estratégia da Microsoft parece seguir por um caminho mais previsível, mais seguro e, acima de tudo, mais nostálgico: reforçar o Game Pass com os títulos clássicos da franquia.

A mudança de rota foi confirmada pela nova CEO da Xbox, Asha Sharma, que também comentou sobre a recente redução no preço do Xbox Game Pass Ultimate. Na prática, a Microsoft parece estar tentando reorganizar o serviço em torno de uma ideia mais sustentável: menos dependência de lançamentos gigantes no day-one e mais valorização de um catálogo robusto, histórico e permanente. E, quando o assunto é Call of Duty, catálogo histórico é exatamente o que não falta.

Atualmente, sem contar Warzone, o Game Pass conta com seis títulos principais da franquia:

- Call of Duty: Modern Warfare

- Call of Duty: Modern Warfare II

- Call of Duty: Modern Warfare III

- Call of Duty: WWII

- Call of Duty: Black Ops 6

- Call of Duty: Black Ops 7

Entre eles, o mais antigo é Call of Duty: WWII, lançado originalmente em 2017. Ou seja: apesar de a franquia já estar presente no serviço, ainda existe um buraco enorme quando olhamos para a história completa da série. E é justamente aí que entra a parte mais interessante.

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Nem só de futuro vive uma franquia

Call of Duty tem mais de uma dúzia de jogos anteriores que ainda poderiam ser adicionados ao catálogo. De acordo com o relatório, esses títulos mais antigos são os candidatos mais prováveis para ocupar o espaço deixado pela ausência dos lançamentos recentes no primeiro dia.

Entre os principais nomes que poderiam aparecer no Game Pass estão:

- Call of Duty

- Call of Duty 2

- Call of Duty 3

- Call of Duty 4: Modern Warfare

- Call of Duty: World at War

- Call of Duty: Modern Warfare 2

- Call of Duty: Black Ops

- Call of Duty: Modern Warfare 3

- Call of Duty: Black Ops 2

- Call of Duty: Ghosts

- Call of Duty: Advanced Warfare

- Call of Duty: Black Ops 3

- Call of Duty: Infinite Warfare

- Call of Duty: Vanguard

Na teoria, a lista é poderosa. Na prática, é pouco provável que tudo isso chegue de uma vez.

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Um movimento que chama atenção

O movimento mais realista seria começar pelos três primeiros jogos da franquia: Call of Duty, Call of Duty 2 e Call of Duty 3. São os títulos mais retrôs da saga e, hoje, os menos representados dentro do ecossistema moderno do Xbox. Além disso, eles têm um peso histórico importante. Antes de Call of Duty virar sinônimo de multiplayer frenético, killstreaks, temporadas, operadores e cosméticos, a franquia era outra coisa: uma série de campanhas militares cinematográficas, mais focadas na Segunda Guerra Mundial e na sensação de estar dentro de um grande conflito histórico. Era um Call of Duty mais simples, mais direto e, em muitos aspectos, mais puro.

Ainda assim, é impossível falar dos clássicos sem mencionar o verdadeiro ponto de virada da franquia: Call of Duty 4: Modern Warfare, lançado em 2007. Foi ali que a série deixou de ser apenas um grande jogo de guerra para se tornar um fenômeno cultural. Modern Warfare redefiniu o multiplayer moderno, popularizou um sistema de progressão extremamente viciante e estabeleceu a base que seria reutilizada, expandida, distorcida e repetida por praticamente todos os jogos seguintes. Depois dele, Call of Duty nunca mais foi o mesmo.

Por isso, adicionar os jogos anteriores ao Game Pass não seria apenas uma forma de preencher catálogo. Seria também uma maneira de preservar a evolução da franquia dentro do próprio serviço. Uma espécie de museu jogável da série.

Mas isso compensa a ausência dos lançamentos day-one? Essa é a grande pergunta.

Para quem assinava o Game Pass esperando jogar o novo Call of Duty no lançamento, um clássico de 2003 dificilmente vai parecer uma compensação justa. Não importa o valor histórico. Não importa a nostalgia. Para uma parte do público, a promessa era clara: pagar o serviço e ter acesso ao grande lançamento anual.

Por outro lado, a estratégia ainda pode fazer sentido. Se os novos Call of Duty continuarem chegando ao Game Pass depois de algum tempo, a Microsoft mantém parte do apelo da franquia sem precisar sacrificar completamente as vendas no lançamento. Ao mesmo tempo, reforça o catálogo com jogos que muitos fãs veteranos gostariam de revisitar, mas que nem sempre estão facilmente acessíveis de forma prática e organizada. É uma troca menos explosiva, mas talvez mais sustentável.

No fim das contas, os clássicos de Call of Duty não substituem o impacto de um lançamento day-one. Isso seria ilusão. Um jogo com mais de duas décadas nas costas não vai gerar o mesmo barulho que um novo blockbuster anual da Activision. Mas eles podem fazer outra coisa: dar profundidade ao Game Pass.

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