A indústria de videogames segue naquele modo meio caótico, meio “não é pessoal, é estatística”. E, no meio de tudo isso, a Iron Galaxy Studios soltou um comunicado confirmando que vai reduzir novamente o número de funcionários. O estúdio não informou quantas pessoas serão afetadas, mas o que está circulando por aí sugere um corte bem pesado.
A produtora diz que a reestruturação é uma resposta ao cenário difícil que o setor vem enfrentando. E eles não tentam dourar a pílula: “Alguns colegas de equipe e amigos vão perder seus empregos enquanto nos ajustamos a uma nova estrutura. [...] É hora de evoluirmos novamente”.
Se você não conhece o nome Iron Galaxy, tudo bem. Só significa que você ainda não reparou no quanto eles aparecem quando projetos grandes precisam de ajuda. Recentemente, o estúdio participou das conversões para PC de jogos da PlayStation, incluindo The Last of Us Part I, The Last of Us Part II Remastered e a coleção Uncharted: Legacy of Thieves Collection.

Adeus à ideia de “voltar ao normal”
O que mais chama atenção na mensagem é como eles tratam essa crise como algo definitivo. No ano passado, quando anunciaram cortes de 66 pessoas, a justificativa era que seria uma medida extrema, uma espécie de último recurso para a empresa conseguir atravessar a tempestade.
Agora, a conversa muda. A Iron Galaxy basicamente admite que não existe mais aquela esperança de que o mercado vai retornar ao estado anterior. Eles dizem, sem cerimônia, que este ano vão “adotar uma nova postura” para encarar as condições atuais como permanentes.
Na prática, o estúdio joga o problema sobre três fatores principais:
As pessoas consomem e jogam videogames de maneiras diferentes.
As editoras, que são quem colocam o dinheiro, estão com critérios bem mais rígidos para investir.
Esse cenário acaba afetando diretamente os parceiros do estúdio.

O efeito dominó da “nova realidade”
Com as editoras cortando investimentos, a Iron Galaxy reconheceu que não dava para manter o tamanho atual do time, mesmo depois dos cortes feitos em 2025. Mesmo assim, o comunicado também deixou um apelo para que a própria indústria tente ajudar as pessoas desligadas a acharem novos projetos e novas oportunidades.
E, sinceramente, o panorama não ajuda ninguém a respirar aliviado. Uma pesquisa recente apontou que cerca de 44 por cento dos produtores, entre mais de 1.000 entrevistados, estão pensando em sair da área e mudar de carreira por causa dessa onda de demissões. Para piorar, 1 em cada 4 profissionais foi desligado nos últimos dois anos. E quase metade ainda tem dificuldades para conseguir um novo emprego dentro da indústria.

