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Microsoft teria usado lucros de Call of Duty para sustentar o Xbox, diz relatório

3 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 13 de junho de 2026 às 01:39 BRT

A Microsoft teria passado a depender cada vez mais dos lucros de Call of Duty para sustentar parte da operação do Xbox. No entanto, segundo um novo relatório de Jez Corden, do Windows Central, essa estratégia começou a mostrar sinais de desgaste em 2026, em meio a um desempenho abaixo do esperado da franquia e à desaceleração do Game Pass.

Parece que a conta não está mais fechando

A avaliação central é que a receita da Activision ajudava a financiar o ecossistema Xbox. O problema é que, quando Call of Duty deixou de entregar o crescimento esperado e o Game Pass começou a perder força, a estrutura passou a ficar mais difícil de sustentar.

Segundo o relatório, a decisão de colocar Call of Duty no Game Pass pode ter criado um efeito colateral importante. Ao mesmo tempo em que o jogo aumentava o valor percebido do serviço, sua presença na assinatura teria reduzido parte das vendas diretas da franquia. Com o aumento de preço do Game Pass, parte dos jogadores também teria deixado o serviço ou reduzido o consumo, enfraquecendo os dois lados da operação.

Na prática, a Microsoft teria enfrentado um problema duplo: menos força nas vendas tradicionais e dificuldade para manter o crescimento da assinatura em um ritmo suficiente para compensar essa perda. O relatório descreve esse movimento como uma canibalização da própria estratégia, obrigando a empresa a reajustar o modelo e rever preços após um período de crescimento comprometido.

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Outro ponto citado é o limite do hardware. Sem vender consoles em volume suficiente para ampliar a base de assinantes, o Game Pass teria perdido parte de sua capacidade de financiar outras áreas do negócio. A assinatura continua sendo uma peça central do Xbox, mas o relatório sugere que ela já não consegue carregar sozinha a ambição da divisão.

A Microsoft parece estar tentando corrigir o rumo. Gears of War: E-Day, por exemplo, deve ser tratado como exclusivo de console, reforçando novamente o valor do ecossistema Xbox. Ainda assim, o jogo seguirá disponível no Game Pass, o que indica que a empresa não pretende abandonar o serviço, mas sim ajustar sua posição dentro da estratégia.

Entre os caminhos citados por Corden está a possibilidade de retirar grandes lançamentos, os chamados heavy hitters, do catálogo padrão da assinatura. Nesse modelo, jogos de maior impacto comercial, como um possível Forza Horizon, poderiam ser vendidos separadamente, preservando receitas diretas.

Outra possibilidade seria criar uma camada premium do Game Pass, com preço mais alto e acesso seletivo a títulos de grande apelo, como Call of Duty, ou até benefícios ligados a serviços como World of Warcraft. A ideia seria manter a força da assinatura, mas sem depender de um modelo único para todos os tipos de lançamento.

O relatório mostra uma Microsoft tentando resolver uma conta cada vez mais complexa. Call of Duty continua sendo uma das marcas mais fortes da indústria, e o Game Pass segue como um dos pilares do Xbox. Mas a combinação dos dois, pelo menos no formato atual, parece ter deixado claro que nem mesmo uma franquia gigantesca consegue sustentar sozinha uma estratégia inteira.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 46

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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