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Novo filme de Resident Evil vai acompanhar um protagonista “idiota”, segundo o diretor

2 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 1 de julho de 2026 às 19:57 BRT

O próximo filme de Resident Evil quer se aproximar mais da essência dos jogos e se afastar da ação genérica que marcou boa parte das adaptações da franquia nos cinemas.

Dirigido por Zach Cregger, o novo live-action será um reinício para Resident Evil nas telonas e aposta em uma estrutura inspirada diretamente nos games da Capcom: uma jornada de sobrevivência em ritmo constante, com o protagonista avançando por cenários perigosos, enfrentando obstáculos diferentes e sendo empurrado de um problema para outro sem muito tempo para respirar.

Será que essa aposta vai dar certo?

Em entrevista à Empire, com trecho repercutido pelo TotalFilm, Cregger explicou que o filme terá a sensação de uma grande sequência contínua. Segundo ele, a ação começa poucos minutos depois da abertura e segue nesse ritmo até o fim. A ideia é reproduzir a lógica dos jogos, em que o personagem atravessa diferentes ambientes, supera desafios próprios de cada área e precisa continuar seguindo em frente.

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A história será ambientada durante os eventos de Resident Evil 2, em meio ao colapso de Raccoon City. No entanto, o filme não terá Leon, Claire ou outros personagens clássicos como protagonistas. A trama acompanhará Bryan, um personagem original criado para viver uma história inédita dentro desse mesmo cenário.

E essa escolha é importante. Bryan não é policial, soldado ou agente treinado. Ele é apenas um transportador de medicamentos, um homem comum colocado no meio de uma catástrofe biológica sem qualquer preparo para sobreviver.

Cregger descreveu o protagonista como “um idiota”, mas não no sentido de ser burro. A ideia é mostrar alguém completamente fora do lugar, vulnerável e incapaz de lidar com a dimensão do horror ao seu redor. Mesmo assim, ele acaba assumindo uma missão importante que o leva diretamente ao centro do desastre.

O diretor comparou a jornada de Bryan à de Frodo em Mordor, reforçando a proposta de acompanhar um personagem pequeno diante de uma ameaça muito maior do que ele.

Uma fala simples, mas cheia de significado

Essa pode ser a decisão mais interessante do novo filme. Resident Evil sempre funcionou melhor quando seus personagens pareciam frágeis diante do perigo, obrigados a sobreviver com poucos recursos, medo constante e decisões difíceis. Quando a franquia vira apenas ação exagerada, ela perde boa parte da própria identidade.

Por isso, a proposta de Cregger chama atenção. Se realmente conseguir transformar essa estrutura em um filme de tensão, sobrevivência e progressão constante, o novo Resident Evil pode finalmente entregar algo que as adaptações anteriores nem sempre conseguiram: um survival horror de verdade nos cinemas.

Resident Evil estreia em 17 de setembro de 2026.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 47

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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