O próximo filme de Resident Evil quer se aproximar mais da essência dos jogos e se afastar da ação genérica que marcou boa parte das adaptações da franquia nos cinemas.
Dirigido por Zach Cregger, o novo live-action será um reinício para Resident Evil nas telonas e aposta em uma estrutura inspirada diretamente nos games da Capcom: uma jornada de sobrevivência em ritmo constante, com o protagonista avançando por cenários perigosos, enfrentando obstáculos diferentes e sendo empurrado de um problema para outro sem muito tempo para respirar.
Será que essa aposta vai dar certo?
Em entrevista à Empire, com trecho repercutido pelo TotalFilm, Cregger explicou que o filme terá a sensação de uma grande sequência contínua. Segundo ele, a ação começa poucos minutos depois da abertura e segue nesse ritmo até o fim. A ideia é reproduzir a lógica dos jogos, em que o personagem atravessa diferentes ambientes, supera desafios próprios de cada área e precisa continuar seguindo em frente.

A história será ambientada durante os eventos de Resident Evil 2, em meio ao colapso de Raccoon City. No entanto, o filme não terá Leon, Claire ou outros personagens clássicos como protagonistas. A trama acompanhará Bryan, um personagem original criado para viver uma história inédita dentro desse mesmo cenário.
E essa escolha é importante. Bryan não é policial, soldado ou agente treinado. Ele é apenas um transportador de medicamentos, um homem comum colocado no meio de uma catástrofe biológica sem qualquer preparo para sobreviver.
Cregger descreveu o protagonista como “um idiota”, mas não no sentido de ser burro. A ideia é mostrar alguém completamente fora do lugar, vulnerável e incapaz de lidar com a dimensão do horror ao seu redor. Mesmo assim, ele acaba assumindo uma missão importante que o leva diretamente ao centro do desastre.
O diretor comparou a jornada de Bryan à de Frodo em Mordor, reforçando a proposta de acompanhar um personagem pequeno diante de uma ameaça muito maior do que ele.
Uma fala simples, mas cheia de significado
Essa pode ser a decisão mais interessante do novo filme. Resident Evil sempre funcionou melhor quando seus personagens pareciam frágeis diante do perigo, obrigados a sobreviver com poucos recursos, medo constante e decisões difíceis. Quando a franquia vira apenas ação exagerada, ela perde boa parte da própria identidade.
Por isso, a proposta de Cregger chama atenção. Se realmente conseguir transformar essa estrutura em um filme de tensão, sobrevivência e progressão constante, o novo Resident Evil pode finalmente entregar algo que as adaptações anteriores nem sempre conseguiram: um survival horror de verdade nos cinemas.
Resident Evil estreia em 17 de setembro de 2026.
