Pragmata no Switch 2 é, literalmente, um daqueles casos em que você olha para a tela e pensa: como diabos isso roda aqui? O jogo finalmente chegou ao mercado depois de uma espera longa, e não é pouco coisa. A Capcom está bancando o projeto com o motor gráfico Aria Engine, puxando as limitações visuais da geração atual no console e também no PC. Agora a pergunta fica no ar: o que acontece quando esse monstro técnico precisa se adaptar ao novo Nintendo Switch 2? A Digital Foundry abriu o jogo e mostrou exatamente quais cortes a Capcom teve que fazer para fazer o sistema aguentar o tranco.
Os sacrifícios visuais no Switch 2
Para adaptar Pragmata ao modo híbrido da Nintendo, a Capcom precisou reduzir bastante a qualidade em comparação com o desempenho do PlayStation 5. E não é só “um pouco mais fraco”. Pelo que foi analisado, a iluminação global e a oclusão de ambiente sofreram cortes fortes ou simplesmente foram removidas. Na prática, a imagem fica mais lisa, porém menos rica nas áreas onde a luz não bate diretamente.
Os mapas de sombras também perdem resolução, assim como a qualidade das texturas ligadas a superfícies curvas geométricas. O resultado é aquele acabamento mais “suavizado”, sem tanta definição. A exceção mais chamativa fica no cabelo. Nas versões mais potentes, a protagonista Diana exibe fios individuais, com resposta física ao vento. Já no Switch 2, e também no caso do Xbox Series S, o cabelo ganha um tratamento simplificado. O movimento fica menos natural e os reflexos saem mais opacos, como se o brilho tivesse desistido de brigar pelo realismo.

O truque da imagem: DLSS no Switch 2
Aqui entra a parte que salva o orgulho do Switch 2. A análise aponta que o jogo não depende só de cortes. Ele se apoia numa tecnologia bem esperta para compensar a queda de resolução: o DLSS.
No PS5, Pragmata roda internamente por volta de 1080p, usando um upscaling mais tradicional. Só que no Switch 2 o jogo utiliza o DLSS da NVIDIA. No modo dock, a resolução interna cai para cerca de 540p, mas a inteligência artificial consegue reconstruir uma imagem muito nítida, na casa de 1080p.
Segundo a Digital Foundry, esse método no Switch 2 frequentemente entrega qualidade superior à do Xbox Series S. A explicação é simples e cruel: a Series S fica preso em 720p nativos. Além disso, o Switch 2 ainda aparece com texturas melhores do que o modelo mais econômico da Microsoft em várias áreas.
No modo portátil, a coisa desaba ainda mais: a resolução interna cai para aproximadamente 360p. Só que, de novo, o DLSS entra para manter a imagem final acima do que os números fariam você esperar.

O grande problema da versão Switch 2
Bonito no papel, mas e na vida real? A fluidez é onde o Switch 2 começa a entregar a conta. Assim como a Capcom costuma fazer em outros jogos, Pragmata roda com taxa de quadros desbloqueada no console. Isso significa que, dependendo do cenário, o desempenho pode variar.
Em ambientes fechados, o jogo chega a bater algo como 50 ou 60 FPS. Mas quando a ação vai para áreas abertas, com mais carga gráfica, a queda aparece com frequência, indo parar em 30 ou 40 FPS. A Digital Foundry descreve essa oscilação como instável, e faz um pedido bem direto à Capcom: adicionar com urgência uma opção para travar o jogo nos 30 FPS. A ideia é simples, mas importante. Travar reduziria a variação e deixaria a experiência bem mais agradável.
Para comparação, o PS5 oferece estabilidade com 60 FPS fixos no modo de desempenho. Já o Xbox Series S também mantém 60 FPS de forma consistente. Então sim, o Switch 2 consegue impressionar com imagem. Mas quando o assunto é ritmo, ela ainda precisa de um empurrão para acompanhar os rivais.

