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Pragmata só brilha de verdade no PS5 Pro e expõe o limite dos consoles base

4 min de leiturapor MustefuegoPragmata
Atualizado por último em: 20 de abril de 2026 às 20:15 BRT

A Digital Foundry analisou tecnicamente Pragmata, o novo jogo de ficção científica da Capcom, e chegou a uma conclusão que soa quase como milagre: o PS5 Pro é o único console capaz de deixar o jogo brilhar de verdade. Pelo menos, brilhar no sentido mais literal possível, porque nas versões base o preço visual que você paga é alto.

O jogo roda no RE Engine, tem uma estrutura linear e mistura combate com andróides e mini-jogos de hacking, daqueles que colocam tensão na mesma proporção em que te obrigam a pensar rápido. A direção artística e o humor recebem elogios, mas a parte técnica mostra um problema claro: No PS5 e Xbox Series X, a experiência vem com compromissos visuais grandes, e o PS5 Pro aparece como a solução prática para chegar perto do potencial do jogo.

Em todas as versões, PlayStation 5 e Xbox Series X, o jogo traz Ray Tracing, com reflexos e iluminação global, além de um sistema mais avançado de física no cabelo da Diana. A diferença, porém, é como cada console consegue entregar isso sem fazer o resto do quadro desandar.

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PS5 e Xbox Series X: a guerra dos 1080p

O ponto mais negativo, segundo a Digital Foundry, é a qualidade da imagem no PS5 e no Xbox Series X. Independentemente do modo escolhido, o jogo fica em resolução nativa de 1080p e usa o upscaling básico FSR1 da AMD. O resultado é aquele combo que ninguém gosta: muita sujeira na imagem, ruído visual, ghosting e serrilhado visível, especialmente nas áreas mais iluminadas.

E aí você escolhe entre dois modos, que parecem ter sido desenhados para separar o sofrimento em categorias:

Modo Resolução, também conhecido como o modo enganador: a resolução não melhora. Você mantém Ray Tracing e cabelo em alta qualidade. Só que o desempenho é instável. Nos primeiros níveis rola queda para algo como 50fps, depois aparece 40fps em áreas abertas e pode descer até 35fps durante cutscenes de bosses. O Ray Tracing melhora os reflexos em relação ao SSR clássico, mas cobra juros com artefatos e algum ruído na iluminação.

Modo Framerate: desliga o Ray Tracing, voltando para SSR clássico, e reduz a qualidade do cabelo. Em troca, entrega 60fps muito mais constantes do começo ao fim, sem sustos.

Entre PS5 e Xbox Series X, a diferença mais marcante está nas sombras. O Xbox Series X costuma renderizar mais sombras em alguns níveis, talvez por causa de um bug no PS5. Só que as sombras dinâmicas do Series X têm uma resolução inferior à versão da Sony, o que deixa o visual mais serrilhado.

Tem até um detalhe curioso: a Digital Foundry encontrou um bug no PS5 em que, ao carregar um save vindo de um PS5 Pro, o jogo roda em 1440p nativos em vez de 1080p. A imagem melhora, mas o desempenho cai para algo em torno de 40 ou 50fps. Ou seja, é como trocar sujeira por outra sujeira mais pesada.

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PS5 Pro: a versão que faz sentido

O PS5 Pro, aqui, é tratado como um salto real de qualidade em Pragmata. O motivo é o upscaling por inteligência artificial PSSR, que resolve quase todos os problemas de nitidez vistos nos consoles base.

O console renderiza com resolução nativa menor, 864p, e reconstrói para 4K. Essa abordagem limpa serrilhado e ruído visual, que são justamente o que mais denuncia as versões 1080p com FSR1.

No desempenho, o cenário fica bem mais interessante:

Modo padrão: mantém Ray Tracing ligado e cabelos de alta qualidade ativos por padrão, entregando 60fps sólidos, sem as quedas típicas do PS5 base. O único ponto fraco é que os reflexos em Ray Tracing ficam um pouco mais desfocados que no PS5 normal, provavelmente por causa da resolução nativa de 864p.

Modo High Framerate, exclusivo do Pro: aqui você desbloqueia a taxa de quadros e ativa 120Hz. A resolução nativa de 864p sobe para 1440p via PSSR, permitindo algo entre 80 e 100fps, ou cerca de 70fps nos momentos de maior caos. Isso é particularmente bom em telas com VRR.

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Xbox Series S: fluidez como prioridade absoluta

O Xbox Series S segue uma estratégia direta: ele foca tanto em manter desempenho que basicamente corta o resto. Não há opções gráficas para você escolher.

O Series S roda Pragmata com 60fps estáveis em praticamente qualquer situação, incluindo cutscenes e mundo aberto. E, convenhamos, estabilidade é uma paz rara.

Mas a conta visual é pesada. A resolução nativa cai para 720p, a qualidade das texturas desce bem, o Ray Tracing é removido e o cabelo da Diana é substituído por uma geometria mais plana e estática. A Digital Foundry reconhece que a estabilidade é bem-vinda, mas o aliasing e o ruído deixam a experiência visual difícil de engolir.

No fim das contas, Pragmata deixa claro que não é só “rodar”. É como roda. E, pelo que a análise mostrou, o PS5 Pro é o único console onde o jogo realmente parece ter chegado ao destino.

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