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Sony destruiu a própria defesa ao abandonar a mídia física, diz especialista

2 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 15 de julho de 2026 às 22:00 BRT
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A Sony enfrenta uma nova ofensiva judicial contra o controle exercido pela PlayStation Store sobre a venda de jogos e conteúdos digitais. A empresa já é alvo de acusações semelhantes no Reino Unido, na Espanha e nos Estados Unidos. Agora, o caso avança também na Holanda.

A fundação Stichting Massaschade & Consument entrou com uma ação contra a Sony Interactive Entertainment e exige US$ 457 milhões em indenizações. O processo representa mais de 1,7 milhão de jogadores holandeses e acusa a companhia de usar sua posição no mercado para manter preços elevados no ambiente digital.

A discussão ganha ainda mais peso com o avanço dos consoles sem leitor de disco. Segundo a acusação, quando a mídia física desaparecer, o consumidor ficará preso à PlayStation Store e aos preços definidos dentro dela, sem a possibilidade de procurar descontos no varejo ou comprar jogos usados.

Sony destruiu a própria defesa 
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diz especialista

O fim da mídia física enfraquece a defesa da Sony

Andrew Ching, professor da Johns Hopkins Carey Business School, explicou à Fortune que a mídia física ainda funciona como um dos principais argumentos da Sony contra as acusações de monopólio.

A empresa pode alegar que existe concorrência porque jogos em disco são vendidos por diferentes lojas, com preços, promoções e condições próprias. Também existe o mercado de usados, no qual a Sony não controla diretamente as transações.

Sem o formato físico, essa defesa perde força.

Em um console totalmente digital, a PlayStation Store passa a ser o único canal para comprar jogos. A Sony controla os preços, as promoções, a disponibilidade e todas as regras da plataforma. O consumidor também perde a possibilidade de emprestar, trocar ou revender aquilo que comprou.

É nesse cenário que surge o chamado “imposto Sony”: a comissão de 30% aplicada às vendas realizadas dentro da loja digital.

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ao abandonar a mídia física, 
diz especialista

O consumidor também perde dinheiro

Ching destaca que a mídia física não é importante apenas para colecionadores. Muitos jogadores compram um lançamento, terminam a campanha e revendem o disco para recuperar parte do valor.

Segundo o professor, um consumidor que compra um jogo por US$ 60 e consegue revendê-lo por cerca de US$ 20 tem um custo real de US$ 40. Quando essa opção desaparece, o preço efetivamente pago aumenta, mesmo que o valor exibido na loja permaneça o mesmo.

No mercado digital, não existe revenda. O usuário paga o preço integral e recebe apenas uma licença vinculada à sua conta.

Quanto mais a Sony avança para um ecossistema sem mídia física, mais difícil fica argumentar que o consumidor possui alternativas reais. E é justamente essa concentração de controle que pode fortalecer os processos contra a empresa.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 48

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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