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Ex-chefe da PlayStation afirma que fim da mídia física era questão de tempo

2 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 4 de julho de 2026 às 15:07 BRT

O fim da mídia física no PlayStation pode ter assustado parte dos jogadores, mas Shawn Layden não trata a decisão como algo inesperado. Para o ex-chefe da PlayStation, a escolha da Sony parece menos uma ruptura repentina e mais o resultado de uma conta que vinha sendo feita há anos.

Layden, que deixou a empresa em 2019, disse à Eurogamer que não está mais dentro da Sony para saber exatamente como a decisão foi tomada. Ainda assim, avaliou que abandonar os discos provavelmente passou por uma lógica simples: comparar o custo de manter o formato físico com o peso real das vendas digitais no negócio atual.

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Os dados da Sony deixam claro que a mídia física já não tem o mesmo peso

Segundo Layden, decisões desse tipo costumam nascer de uma pergunta fria: quanto ainda vale manter um produto, recurso ou modelo quando a maior parte da receita já vem de outro lugar?

O ex-executivo lembrou que viu o digital nascer do zero, crescer para cerca de 10% e, com o tempo, se tornar dominante. Para ele, a conversa sobre abandonar discos sempre existiu, mas dependia de uma condição básica: internet boa o suficiente para atender a maioria dos consumidores.

Esse ponto, na visão dele, agora parece ter sido alcançado. Layden citou um cenário em que o digital representa cerca de 80% das oportunidades e até 95% da receita, deixando o físico com pouco peso para justificar a estrutura necessária de produção, distribuição e varejo.

Uma decisão difícil de reverter

A Sony confirmou que deixará de produzir discos físicos para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028. A empresa justificou a mudança pela preferência crescente do público por mídia digital, que já supera de forma significativa as vendas em disco.

Para Layden, esse tipo de virada não acontece por impulso. Se o físico virou uma fatia pequena demais do negócio, manter fábricas, logística e processos dedicados a esse formato passa a ser difícil de defender internamente.

O problema é que a matemática corporativa não encerra a discussão para o consumidor. O fim dos discos atinge colecionadores, mercados de usados, preservação, empréstimos e jogadores com internet limitada. É justamente aí que a decisão deixa de ser apenas financeira e vira um debate sobre propriedade.

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O adeus aos discos já parecia inevitável

A fala de Layden ajuda a colocar a mudança em perspectiva. A Sony não está apenas reagindo ao momento atual; está formalizando uma tendência construída ao longo de duas décadas.

O disco físico ainda tem valor cultural, emocional e prático para muitos jogadores. Mas, para uma empresa olhando a própria receita, ele aparentemente deixou de ter peso suficiente.

No fim, a leitura de Layden é dura, mas clara: o PlayStation não está abandonando os discos porque eles perderam todo o sentido para o público. Está fazendo isso porque, dentro da planilha, eles deixaram de valer o esforço.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 47

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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