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PS6 pode virar o console mais caro da história da Sony se custos continuarem subindo

3 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 28 de junho de 2026 às 12:56 BRT

O PlayStation 6 pode chegar ao mercado em uma faixa de preço historicamente perigosa para consoles domésticos. Segundo o leaker Kepler_L2, o custo de fabricação do próximo console da Sony teria subido de forma significativa nos últimos meses e agora estaria se aproximando de US$ 1.000.

Mais uma vez, o peso deve cair no bolso do consumidor

A estimativa acende um alerta importante: se os números estiverem corretos, a Sony pode enfrentar uma das decisões mais difíceis da história do PlayStation. Ou assume um subsídio pesado para reduzir o preço final, ou lança o console por um valor muito acima do que o público tradicionalmente espera pagar por um videogame.

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Custo do PS6 teria subido em poucos meses

Há cerca de três meses, Kepler_L2 havia indicado que o BoM do PlayStation 6, sigla usada para “bill of materials”, ou custo de fabricação dos componentes, estaria na faixa de US$ 760. Naquele cenário, ainda existia a possibilidade de a Sony vender o console por algo próximo de US$ 699, absorvendo parte do prejuízo inicial.

Pouco depois, o leaker Moore’s Law Is Dead citou uma estimativa parecida, em torno de US$ 743.

Agora, porém, a projeção teria piorado. Segundo Kepler_L2, o custo subiu cerca de US$ 200 em relação às estimativas anteriores, colocando o PlayStation 6 muito mais perto da marca de US$ 1.000.

RAM e armazenamento viraram o grande problema

O aumento estaria ligado principalmente à pressão sobre componentes como memória RAM e armazenamento, que seguem mais caros em meio à disputa global por chips, data centers e infraestrutura de inteligência artificial.

Esse problema não atinge apenas a Sony. A Valve lançou o Steam Machine por US$ 1.049. A Microsoft também reajustou preços do Xbox Series X|S em alguns mercados, citando aumento nos custos de memória e armazenamento.

Ou seja, o PS6 não estaria ficando caro isoladamente. Ele estaria entrando em uma indústria onde o hardware de ponta está cada vez mais pressionado.

Adiar o console pode não resolver nada

Segundo Kepler_L2, empurrar o lançamento do PlayStation 6 para mais tarde não seria necessariamente uma solução.

A lógica é simples: se os preços de RAM e armazenamento continuarem subindo, esperar só tornaria o console ainda mais caro. Se os valores estabilizarem, por outro lado, a Sony não teria um motivo forte para adiar o lançamento apenas esperando uma queda que talvez não venha.

Na prática, o adiamento não garante uma conta melhor. Apenas empurra o problema para frente.

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Um PS6 Digital por US$ 999 quebraria um limite histórico

Na visão do leaker, o melhor cenário possível para o consumidor poderia ser um PlayStation 6 Digital custando US$ 999, cerca de R$ 5.400 em conversão aproximada, sem impostos ou taxas.

Esse valor seria simbólico por um motivo incômodo: nenhum grande console doméstico chegou ao mercado custando US$ 1.000 ou mais.

A própria Sony já sentiu o peso de um lançamento caro com o PlayStation 3, que estreou por US$ 599 em 2006 e enfrentou um início de geração difícil. Um PS6 a US$ 999 colocaria a empresa em um território ainda mais arriscado.

Toda a próxima geração pode ficar mais cara

O cenário também levanta dúvidas sobre outros consoles. Kepler_L2 apontou que, se a pressão nos componentes continuar, PlayStation 5 e Nintendo Switch 2 também podem sofrer novos reajustes.

Do lado da Microsoft, o próximo Xbox, conhecido internamente pelo codinome Project Helix, enfrentaria o mesmo desafio. A empresa também teria que lidar com custos de memória, armazenamento e componentes avançados em um mercado cada vez mais caro.

O grande risco é que a próxima geração chegue em um momento em que o consumidor já está mais sensível a preço. Jogos custam mais caro, consoles atuais já sofreram reajustes e serviços digitais não substituem totalmente o desejo por hardware novo.

Se o PlayStation 6 realmente se aproximar de US$ 1.000, a discussão deixa de ser apenas sobre tecnologia. Passa a ser sobre acesso.

A indústria pode estar prestes a descobrir até onde o público está disposto a ir para continuar acompanhando os jogos de ponta. E, se esse limite for ultrapassado, a próxima geração pode começar não com empolgação, mas com uma pergunta difícil: quem ainda vai conseguir pagar por ela?

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 47

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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