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Ex-designer da Naughty Dog é contra remake do primeiro Uncharted: “Não faz sentido”

3 min de leiturapor MustefuegoUncharted: Drake's Fortune
Atualizado por último em: 13 de agosto de 2026 às 23:09 BRT
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Um remake de Uncharted: Drake’s Fortune poderia modernizar controles, combate e apresentação visual, mas um dos veteranos responsáveis pela franquia acredita que a Naughty Dog deveria simplesmente deixar o primeiro jogo como está.

Benson Russell, game designer que trabalhou nos três primeiros Uncharted e também em The Last of Us, afirmou que não vê razão para reconstruir a aventura que apresentou Nathan Drake ao mundo.

Em entrevista ao FRVR, o ex-desenvolvedor argumentou que remakes fazem mais sentido quando jogos antigos se tornam difíceis de acessar ou apresentam barreiras técnicas significativas para o público atual. Para ele, esse não é o caso de Uncharted.

“Já existe uma versão que você pode jogar em consoles modernos para ter a experiência. Qual é o ponto de fazer um remaster ou remake?”, questionou.

Uncharted: Drake's Fortune — Ex-designer da Naughty Dog é contra remake do primeiro Uncharted: “Não faz sentido”
Uncharted: Drake's Fortune

Para Russell, Uncharted ainda não envelheceu o suficiente

O principal argumento do designer está na disponibilidade do jogo original.

Drake’s Fortune estreou no PlayStation 3 em 2007, mas posteriormente recebeu uma versão remasterizada dentro de Uncharted: The Nathan Drake Collection, lançada para PS4 em 2015 ao lado de Among Thieves e Drake’s Deception.

Na visão de Russell, isso elimina uma das principais justificativas para uma reconstrução completa.

Ele citou System Shock como exemplo do caminho oposto. O original possui sistemas e controles capazes de dificultar a experiência para jogadores modernos, tornando uma versão reconstruída mais fácil de justificar.

Para o ex-Naughty Dog, Uncharted continua suficientemente acessível para que esse tipo de intervenção não seja necessário.

Modernizar demais poderia transformar Drake’s Fortune em outro jogo

Russell também rejeitou a ideia de reconstruir o primeiro Uncharted seguindo o estilo narrativo das produções mais recentes da Naughty Dog.

Uma versão mais lenta, dramática e emocional poderia exigir mudanças profundas no roteiro, nas cenas e até nas grandes sequências de ação que definem o original.

“Você teria que reescrever a história inteira para melhorá-la, o que significa que vai mudar o espírito e vai mudar as cenas e o que o primeiro jogo representava”, explicou.

O problema, segundo ele, está justamente no efeito dominó provocado por essas alterações.

Modificar a narrativa poderia exigir reconstruir set pieces, acrescentar novas cenas e remover elementos que já não combinassem com a nova direção. No fim, o resultado poderia preservar personagens e acontecimentos, mas perder parte da identidade que transformou Drake’s Fortune no ponto de partida da série.

The Last of Us Part I também não convenceu o designer

A resistência de Russell não está limitada a Uncharted.

O desenvolvedor revelou que teve uma reação semelhante a The Last of Us Part I, reconstrução do jogo de 2013 lançada pela Naughty Dog anos depois.

Sua posição parte da mesma lógica: quando uma obra ainda pode ser facilmente jogada e compreendida pelo público atual, reconstruí-la completamente se torna mais difícil de justificar.

Isso não significa que Russell seja contrário a remakes de maneira geral. Sua crítica está concentrada em projetos nos quais a modernização, em sua avaliação, oferece pouco benefício diante do risco de alterar características fundamentais do original.

Em vez de remake, ele prefere um novo Uncharted

Se dependesse de Russell, a Naughty Dog usaria seus recursos para produzir uma aventura inédita.

O designer afirmou que gostaria de ver o estúdio recuperar o espírito dos primeiros jogos e criar uma nova história ambientada em um período anterior, em vez de reconstruir uma campanha que já existe.

A ideia abriria espaço para modernizar combate, exploração e apresentação sem precisar mexer diretamente em Drake’s Fortune.

A franquia está sem um capítulo principal protagonizado por Nathan Drake desde Uncharted 4: A Thief’s End, lançado em 2016. Depois dele, a série recebeu The Lost Legacy e posteriormente Legacy of Thieves Collection, mas nenhuma nova aventura principal foi apresentada.

Russell, pelo menos, já sabe qual caminho escolheria: menos reconstruções do passado e uma nova oportunidade de recuperar aquilo que tornou Uncharted especial desde o início.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 48

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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