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Assassin’s Creed Unity é um dos jogos mais subestimados da franquia, diz Veterano da Ubisoft

3 min de leiturapor MustefuegoAssassin's Creed Unity
Atualizado por último em: 11 de julho de 2026 às 22:01 BRT

Quase 12 anos após o lançamento de Assassin’s Creed Unity, a Ubisoft ainda precisa responder por um dos episódios mais conturbados da franquia. O jogo chegou ao mercado com sérios problemas técnicos, virou alvo de críticas e teve sua imagem marcada por bugs que se espalharam rapidamente pelas redes sociais.

Para Jean Guesdon, veterano de Assassin’s Creed, o problema não foi falta de ambição. Pelo contrário: Unity tentou implementar avanços demais ao mesmo tempo.

Em entrevista publicada pela revista Retro Gamer, Guesdon reconheceu que o lançamento foi um “enorme desafio” e afirmou que o jogo continua sendo um dos capítulos mais subestimados da série.

Assassin's Creed Unity — Assassin’s Creed Unity é um 
dos jogos mais subestimados da franquia, diz Veterano da Ubisoft
Assassin's Creed Unity

Tecnologia e conteúdo cresceram lado a lado

Segundo Guesdon, o desenvolvimento precisou lidar simultaneamente com uma nova geração tecnológica e uma quantidade enorme de sistemas inéditos para a franquia.

Assassin’s Creed Unity apostou em uma Paris construída em escala próxima da real, edifícios com interiores exploráveis, multidões muito maiores, um novo sistema de parkour e um componente cooperativo integrado à campanha.

O veterano explicou que desenvolver tecnologia e conteúdo ao mesmo tempo torna qualquer produção mais exigente. Em sua avaliação, o projeto “talvez tenha tentado fazer coisas demais de uma só vez”.

A própria Ubisoft apresentava Unity como uma reformulação dos principais pilares da série. Antes do lançamento, a empresa prometia um novo motor gráfico, mudanças profundas em navegação, combate e furtividade, além de missões cooperativas para até quatro jogadores.

O cooperativo aumentou ainda mais a complexidade

Entre as maiores apostas estava o modo cooperativo online. Até quatro jogadores podiam formar uma equipe para realizar infiltrações, assassinatos e outras missões especiais pela Paris da Revolução Francesa.

A proposta era ambiciosa: levar a estrutura tradicional de Assassin’s Creed para uma experiência coordenada entre vários jogadores, sem abandonar a exploração de mundo aberto, as multidões e os sistemas de progressão.

O resultado, porém, não teve o nível de estabilidade necessário no lançamento. A combinação de novos consoles, motor gráfico reformulado, cidade mais densa e multiplayer integrado colocou uma pressão que o projeto não conseguiu suportar completamente.

Assassin's Creed Unity — Assassin’s Creed Unity é um 
dos jogos mais subestimados da franquia, diz Veterano da Ubisoft
Assassin's Creed Unity

Unity virou símbolo de lançamento problemático

Os problemas técnicos rapidamente dominaram a discussão sobre o jogo. Falhas de desempenho, animações quebradas, personagens sem partes do rosto e outros bugs acabaram ofuscando a recriação de Paris e as mudanças introduzidas pela Ubisoft.

Guesdon não nega essa realidade. Sua declaração tenta explicar por que o projeto enfrentou tantos problemas, mas não transforma ambição em justificativa para o estado em que o título chegou ao mercado.

A avaliação do veterano é que, por trás do lançamento desastroso, havia um jogo mais importante e inventivo do que sua reputação inicial permite reconhecer.

Fracasso técnico não impediu o sucesso comercial

Apesar das críticas, Assassin’s Creed Unity não foi um fracasso de vendas. Em 2020, a Ubisoft incluiu o jogo entre os títulos da empresa que haviam ultrapassado a marca de 10 milhões de cópias comercializadas.

O desempenho mostra que o jogo conseguiu construir uma trajetória comercial sólida mesmo depois da recepção negativa. Atualizações corrigiram parte dos problemas, enquanto promoções e o interesse contínuo pela ambientação ajudaram a manter o título relevante ao longo dos anos.

Unity continua sendo um exemplo claro dos riscos de tentar revolucionar tecnologia, jogabilidade e estrutura online dentro do mesmo projeto. A ambição produziu algumas das ideias mais impressionantes da franquia, mas também contribuiu para um lançamento que a Ubisoft ainda precisa explicar mais de uma década depois.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 47

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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