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Sony mantém estratégia de jogos como serviço mesmo após fracassos recentes no PlayStation

3 min de leiturapor MustefuegoConcord
Atualizado por último em: 27 de junho de 2026 às 10:22 BRT

Depois de Concord virar um dos maiores fracassos da história recente do PlayStation, seria natural imaginar que a Sony pisaria no freio nos jogos como serviço. Mas a empresa escolheu o caminho oposto.

A Sony não apenas continua interessada no modelo, como pretende reforçar sua presença nesse mercado. Em entrevista à revista japonesa Famitsu, Hideaki Nishino, presidente da Sony Interactive Entertainment, deixou claro que a companhia ainda vê os jogos como serviço como uma peça importante da estratégia do PlayStation para os próximos anos.

Parece que vão dobrar a aposta

Segundo Nishino, a meta é “revitalizar o mercado por meio de conteúdo próprio e de terceiros”. Na prática, isso significa que a Sony não quer tratar esse tipo de projeto como uma aposta isolada, mas como um pilar capaz de ampliar o alcance do ecossistema PlayStation.

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A lição deixada por Concord

A insistência chama atenção porque o histórico recente não é exatamente confortável. Concord foi retirado das lojas poucas semanas depois do lançamento e rapidamente se tornou símbolo das dificuldades da Sony em emplacar jogos como serviço.

O caso expôs um problema central desse mercado: não basta ter orçamento, estúdio e marca forte. Um live service precisa convencer o público desde o primeiro dia, sustentar uma comunidade ativa e receber conteúdo novo em ritmo constante.

Destiny 2 também ajuda a explicar o momento delicado. Mesmo sendo uma das franquias mais importantes do gênero, o jogo passou por queda de desempenho e reorganizações internas na Bungie, estúdio que hoje integra o grupo PlayStation.

Conteúdo contínuo será prioridade

Para Nishino, o futuro desse tipo de jogo passa pela manutenção. O executivo afirmou que é necessário “fornecer continuamente novos conteúdos”, reconhecendo que o gênero ainda está em evolução e que muitos desenvolvedores seguem testando abordagens diferentes.

Essa visão indica que a Sony entende o principal desafio do formato: jogos como serviço não vivem apenas do lançamento. Eles dependem de ritmo, atualizações, comunidade e capacidade de se renovar ao longo do tempo.

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PS5 e PC entram como base da estratégia

Outro ponto importante da entrevista envolve as plataformas. Nishino reafirmou que os jogos single-player first-party devem continuar ligados ao ecossistema PlayStation, seguindo a lógica tradicional da marca.

Já os jogos como serviço multiplayer terão outro caminho. Para esse tipo de projeto, a Sony pretende considerar PS5 e PC como plataformas base de lançamento.

A decisão é estratégica. Em um jogo multiplayer contínuo, base instalada importa desde o primeiro dia. Quanto mais jogadores no lançamento, maiores as chances de formar comunidade, sustentar partidas e manter o jogo relevante.

Uma aposta que ainda precisa provar valor

A Sony já mostrou força ao levar franquias como The Last of Us, God of War, Marvel’s Spider-Man e Returnal ao PC após seus lançamentos no PlayStation. Nos jogos como serviço, porém, a lógica tende a ser diferente: a chegada simultânea ou mais próxima entre PS5 e PC pode ser essencial para ampliar o público desde o início.

Mesmo após tropeços recentes, a mensagem da empresa é clara. O PlayStation não vai abandonar os jogos como serviço. A questão agora é se a Sony conseguirá transformar uma estratégia marcada por erros públicos em projetos capazes de durar.

Depois de Concord, o recado é simples: insistir no modelo não basta. A Sony precisa provar que aprendeu como manter esses jogos vivos.

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Mustefuego

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Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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