A Valve não pretende criar jogos exclusivos para impulsionar as vendas da Steam Machine. A empresa rejeita a estratégia tradicional das fabricantes de consoles, que restringem determinados títulos aos próprios aparelhos para atrair consumidores.
Em entrevista à Bloomberg, o engenheiro Pierre-Loup Griffais afirmou que limitar os lugares onde os jogadores podem acessar um título não combina com a visão da Valve para o mercado de PC.
Não acredito que restringir onde as pessoas podem jogar seja um bom modelo, pelo menos para nós, declarou.

Em vez de depender de uma nova produção de Half-Life, Portal, Team Fortress ou outra franquia exclusiva, a Valve pretende usar a própria biblioteca de jogos para PC como principal atrativo do equipamento.
Segundo Griffais, a companhia está mais interessada em apresentar todo o catálogo disponível no PC como o verdadeiro “exclusivo de lançamento” da Steam Machine.
Isso significa que futuros jogos desenvolvidos pela Valve não deverão exigir a compra do aparelho. Os títulos continuarão disponíveis em outros computadores compatíveis, enquanto a Steam Machine buscará se destacar pela integração com o SteamOS, pela experiência adaptada à televisão e pelo acesso à extensa biblioteca da Steam.
A estratégia distancia a Valve da disputa por exclusividades adotada por PlayStation, Xbox e Nintendo. Em vez de prender seus jogos a um único hardware, a empresa quer convencer o público pela praticidade do equipamento e pela liberdade característica do ecossistema de PC.