Novos documentos internos vazados reforçam uma informação que muita gente já suspeitava: o PS6, incluindo o Canis, o modelo portátil da família, deve rodar jogos de PS4 e PS5. Na prática, isso significaria acessar uma biblioteca enorme de títulos logo no lançamento do console, sem aquela sensação frustrante de “ah, então agora só funciona o novo”.
Quem colocou o assunto no ar foi o YouTuber Moore’s Law Is Dead. A fonte do vazamento é um slide de uma apresentação interna antiga da AMD, onde a retrocompatibilidade aparece de forma explícita como uma das frentes ativas de trabalho no desenvolvimento da plataforma. Ou seja, não é só conversa de corredor, é documento mesmo.
Veja o que o slide indica - O material descreve um conjunto de iniciativas voltadas ao hardware do PS6, com destaque para:
- Fluxo de IA para SR e VF: ampliar escala com IA, com capacidade de nível de plataforma para Super Resolução
- Retrocompatibilidade PS4/PS5 no RDNA: um processo de engenharia bem estruturado para garantir que o PS6 rode jogos das gerações anteriores usando arquitetura RDNA5
- Otimizações de área RDNA5: eficiência de área do chip deve ser aplicada em toda a plataforma
- Reprodução de mídia com baixo consumo: caminho dedicado de baixo consumo para vídeo e mídia, algo que pesa muito para a autonomia do PS6 portátil
- RT com retrocompatibilidade para PS5: suporte a ray tracing mantendo compatibilidade com jogos de PS5 que usem essa tecnologia
- Versão de baixo consumo para a UE: atenção especial a regulamentações de eficiência energética da União Europeia
- Configuração gráfica do Canis e retrocompatibilidade: detalhamento da GPU específica do Canis e como ela entra no esquema de compatibilidade
Por que isso importa
A arquitetura RDNA 5 da AMD já tinha acendido uma luz amarela para a possibilidade de retrocompatibilidade. Mesmo assim, a confirmação é relevante porque transforma um rumor em algo validado por documentação interna. E convenhamos: vender console novo e ao mesmo tempo “perder” sua biblioteca seria um desastre estratégico. Pelo menos aqui, a Sony parece ter entendido o recado.
E o Canis não é só um brinquedo portátil
O Canis não deve ser visto como acessório ou derivado. A ideia é que ele seja, de fato, um PS6 dentro do ecossistema do console principal. O que reforça que a retrocompatibilidade e as outras funções da plataforma também valem para a versão portátil, com desempenho esperado acima do PS5.
Números econômicos do vazamento
Outro ponto que chama atenção é o lado financeiro. Segundo estimativas mencionadas no vazamento, o APU do Canis custaria à Sony US$ 46,8 para fabricar. Já o APU do PS5 ainda custaria US$ 81,5 por unidade, algo praticamente duas vezes mais caro.
Em reais, isso dá aproximadamente R$ 266 e R$ 464, respectivamente, considerando câmbio aproximado. Importante: esses valores estão no mercado internacional e não incluem impostos ou tarifas de importação.
Mesmo com um custo menor, o Canis é esperado para entregar desempenho acima do PS5, o que torna a conta ainda mais interessante.
A teoria do “PS6-S” barato
Diante desse cenário, o YouTuber chegou a sugerir que a Sony poderia reaproveitar o mesmo APU em um console mais acessível e vendê-lo por US$ 399, cerca de R$ 2.270 em valores aproximados, também com a ressalva de que se trata do preço no mercado internacional, sem impostos e tarifas. A ideia seria algo como um PS6-S, uma versão mais em conta, que, segundo ele, poderia se dar muito bem num ambiente econômico mais apertado.