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Analista afirma que jogos exclusivos importam menos do que muitos jogadores imaginam

2 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 9 de maio de 2026 às 15:32 BRT

Mat Piscatella, diretor executivo da Circana, voltou a comentar um dos debates mais recorrentes da indústria: o peso dos jogos exclusivos na venda de consoles. Em entrevista ao The Game Business, conduzida por Christopher Dring, o analista afirmou que exclusivos continuam sendo relevantes, mas não têm o impacto absoluto que parte do público costuma atribuir a eles.

Piscatella argumenta que o tema frequentemente ganha uma proporção maior do que os dados sustentam. Segundo ele, exclusivos influenciam alguns consumidores, mas não são determinantes para todos. Em suas palavras, a ideia de que eles são o principal motor das vendas de hardware é uma simplificação excessiva. Para reforçar o ponto, o analista citou EA Sports College Football como exemplo de jogo multiplataforma capaz de impulsionar significativamente a venda de consoles nos Estados Unidos. O caso mostra que um título não precisa ser exclusivo para motivar a compra de hardware. Fatores como apelo da marca, campanha de marketing, percepção de valor e relevância cultural também podem ter grande influência.

Piscatella também destacou que a decisão de compra de um console costuma envolver elementos mais amplos. O consumidor considera onde seus amigos jogam, qual biblioteca pretende construir, quais serviços estão disponíveis e como funciona o ecossistema da plataforma. Os exclusivos entram nessa equação, mas não necessariamente como fator principal.

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Uma fala que já nasceu cercada de polêmica

O analista reconhece que existem exceções. Jogos como The Last of Us, por exemplo, podem funcionar como catalisadores para a compra de um PlayStation. Ainda assim, ele trata esses casos como situações específicas dentro de um cenário mais complexo.

A entrevista também abordou a estratégia da Sony de lançar alguns jogos de PlayStation no PC meses após a estreia nos consoles. Para Piscatella, os dados da Circana não indicam que essa prática tenha prejudicado o desempenho do PS5. Ou seja, a chegada posterior desses títulos ao PC não parece ter reduzido de forma significativa o interesse pelo console.

Para ilustrar o argumento, Piscatella citou o comportamento dos jogadores no PlayStation. Segundo ele, mais de 60% das pessoas que ligaram seus consoles no ano passado jogaram Fortnite pelo menos uma vez. Além disso, nenhum jogo exclusivo apareceu entre os 20 títulos mais populares nessa métrica.

O recado do analista é claro: exclusivos ainda têm valor estratégico, mas não explicam sozinhos o sucesso ou fracasso de uma plataforma. Em um mercado dominado por jogos multiplataforma, serviços, comunidades online e ecossistemas conectados, a escolha de um console depende de muito mais do que apenas uma lista de títulos exclusivos.

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