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Devil May Cry: Adi Shankar critica “Marvelização” de Hollywood e defende liberdade criativa na série

2 min de leiturapor Mustefuego

Adi Shankar, showrunner de Devil May Cry na Netflix, comentou sobre a liberdade criativa que teve na adaptação da franquia da Capcom e criticou o modelo de produção padronizado que, segundo ele, passou a dominar parte de Hollywood após o sucesso da Marvel.

Declarações que dificilmente passarão despercebidas

Em entrevista ao GamesRadar+, Shankar afirmou que Devil May Cry foi desenvolvido com um alto nível de autonomia criativa, sem o excesso de interferência que costuma marcar grandes produções baseadas em propriedades intelectuais famosas. Segundo ele, Hollywood passou a adotar cada vez mais uma lógica de “arte por comitê”, na qual muitos produtores, executivos e criativos interferem no processo até que a obra perca uma identidade mais clara. Para Shankar, esse fenômeno foi impulsionado pela chamada “Marvelização” da indústria, especialmente no período posterior ao sucesso do Universo Cinematográfico da Marvel.

O showrunner argumenta que esse modelo acabou influenciando não apenas adaptações de franquias conhecidas, mas também produções originais. O resultado, na visão dele, é um mercado saturado por conteúdos que tentam agradar ao maior número possível de pessoas, mas muitas vezes acabam perdendo personalidade. Shankar também associou esse processo à queda de qualidade percebida em parte das grandes produções de streaming e dos blockbusters pós-Vingadores: Ultimato. Para ele, o excesso de decisões coletivas e a dependência de fórmulas visuais e narrativas podem enfraquecer a assinatura criativa de uma obra.

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Nesse contexto, Devil May Cry aparece como uma exceção dentro de sua trajetória recente. Shankar afirmou estar em uma posição privilegiada, com bastante controle sobre a série e seu futuro. Segundo ele, a parceria foi conduzida com base em uma premissa clara: havia uma visão criativa definida, e ele recebeu espaço para executá-la. Essa liberdade, de acordo com o showrunner, é cada vez mais rara na indústria atual. Shankar também destacou sua formação no cinema e a influência de criadores autorais, que defendem obras com identidade própria e direção artística bem definida.

Essa não é a primeira vez que ele trabalha com adaptações de games para a Netflix. Antes de Devil May Cry, Shankar esteve envolvido em Castlevania, baseada na franquia da Konami, e em Captain Laserhawk, produção que reinterpretou de forma livre propriedades da Ubisoft, como Splinter Cell, Rayman e Assassin’s Creed.

Na segunda temporada de Devil May Cry, a série deve aprofundar elementos centrais da franquia, incluindo o reencontro entre Dante e seu irmão gêmeo, Vergil.

A segunda temporada de Devil May Cry estreia na Netflix em 12 de maio.

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