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Bungie teria gastado mal o dinheiro de Destiny 2 antes da crise, aponta Forbes

3 min de leiturapor MustefuegoDestiny 2
Atualizado por último em: 29 de junho de 2026 às 16:47 BRT

A crise na Bungie parece ter uma explicação mais dura do que simplesmente “queda de interesse” em Destiny 2. Segundo fontes ouvidas pela Forbes, o problema não estaria apenas no desempenho do jogo, mas na forma como o dinheiro gerado por ele foi administrado ao longo dos últimos anos.

Tudo indica que houve uma gestão problemática

De acordo com o relato, Destiny 2 sustentava uma estrutura cara demais, com produção constante de conteúdo, equipes grandes e investimentos paralelos que nem sempre retornavam em lucro. Quando o jogo conseguia gerar dinheiro suficiente, a liderança da Bungie teria usado parte desses recursos de forma pouco eficiente.

O resultado agora aparece em forma de cortes. Sony e Bungie teriam decidido demitir uma parcela significativa da equipe de Destiny 2, com cerca de 300 funcionários impactados. Para a comunidade do jogo, é um golpe pesado. Para os bastidores da indústria, é mais um exemplo de como até um live service popular pode se tornar insustentável quando a conta não fecha.

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Destiny 2 teria dado pouco lucro apesar da força da franquia

Segundo a Forbes, fontes internas afirmam que Destiny 2 raramente dava lucro. O motivo seria o tamanho da operação necessária para manter o jogo vivo.

Produzir conteúdo constante, eventos, expansões, temporadas, ajustes e suporte técnico exige investimento contínuo. No caso da Bungie, essa estrutura teria ficado grande demais para o retorno financeiro real do jogo.

Quando havia lucro, as fontes dizem que o dinheiro não era necessariamente usado para fortalecer o próprio Destiny 2. Parte dos recursos teria sido direcionada a outros projetos em incubação, muitos deles ainda sem garantia de chegar ao mercado.

Projetos paralelos e gastos questionados

A reportagem também aponta que a Bungie teria dividido seus recursos entre várias iniciativas ao mesmo tempo, tentando preparar novos projetos enquanto ainda precisava sustentar Destiny 2.

Essa estratégia teria pesado na operação. Em vez de concentrar esforços no produto que mantinha o estúdio de pé, a empresa teria espalhado dinheiro, equipes e energia em frentes diferentes.

Outro ponto citado foi a compra de uma nova sede de grande porte, decisão que teria sido vista por algumas fontes como um gasto difícil de justificar em um momento no qual o estúdio já enfrentava pressão financeira.

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Equipe de Destiny 2 teria sido drasticamente reduzida

Com o avanço da reorganização, Destiny 2 não deve receber novos conteúdos na mesma escala de antes. A equipe responsável pelo jogo teria sido fortemente reduzida, enquanto a Bungie tenta concentrar seus esforços em Marathon e em possíveis projetos futuros.

A mudança marca uma virada importante para o estúdio. Depois de anos em que Destiny foi o centro da Bungie, a franquia agora entra em uma fase muito mais incerta.

Para os jogadores, a situação é especialmente frustrante. Destiny 2 ainda tem uma comunidade dedicada, mas a estrutura que sustentava o jogo parece ter chegado ao limite.

Sony não quis correr o risco de um Destiny 3

A Forbes também aponta que o custo de produzir algo na escala de um possível Destiny 3 teria se tornado alto demais. Nesse cenário, a Sony teria optado por não bancar o risco de um novo projeto gigantesco dentro da franquia.

A decisão ajuda a explicar por que a Bungie agora tenta reorganizar suas prioridades. Com Destiny 2 perdendo força e um novo Destiny aparentemente fora do caminho imediato, o estúdio precisa provar que ainda consegue justificar sua estrutura dentro do PlayStation.

O caso da Bungie mostra o lado menos glamouroso dos jogos como serviço. Mesmo uma franquia enorme pode se tornar financeiramente frágil quando precisa gastar cada vez mais para manter o público engajado.

Destiny 2 foi, por anos, uma das maiores referências do gênero. Mas, se os relatos estiverem corretos, o jogo também virou um peso difícil de sustentar: caro demais para manter, pouco lucrativo na maior parte do tempo e mal administrado quando finalmente gerava margem.

No fim, a crise da Bungie não parece ser apenas sobre Destiny 2 vender menos ou engajar menos. É sobre uma estrutura que cresceu, gastou muito, apostou em várias direções ao mesmo tempo e acabou ficando sem espaço para errar.

Quando a conta chegou, quem pagou primeiro foram os funcionários.

Matéria da Forbes: https://www.forbes.com/sites/paultassi/2026/06/29/a-two-sentence-insider-report-on-why-destiny-2-died/

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 47

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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