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CEO da Moon Studios compara Game Pass ao comunismo e culpa Xbox por jogos “medíocres”

2 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 20 de junho de 2026 às 13:40 BRT

Thomas Mahler, CEO da Moon Studios e criador de Ori, voltou a atacar a estratégia do Xbox. Desta vez, o executivo comparou o funcionamento do Game Pass ao comunismo e afirmou que o modelo não oferece incentivos suficientes para que os estúdios produzam jogos realmente excepcionais.

Mais um atacando gratuitamente o Game Pass

Para Mahler, a proposta do serviço poderia funcionar, mas a Microsoft não conseguiu manter uma sequência consistente de grandes lançamentos capaz de sustentar o interesse dos assinantes. Sem jogos que se transformem em verdadeiros eventos culturais, o público teria poucos motivos para continuar pagando todos os meses.

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Game Pass reduziria os incentivos dos estúdios

A declaração surgiu no X, durante uma conversa com George Broussard, criador de Duke Nukem. Segundo Mahler, o Game Pass não recompensa adequadamente os desenvolvedores pelo sucesso individual de seus jogos.

Na visão do executivo, esse sistema pode incentivar uma produção semelhante à de uma fábrica, na qual os estúdios apenas precisam abastecer regularmente o catálogo. O resultado seria uma sequência de lançamentos medianos, incapazes de justificar a permanência dos assinantes.

Mahler argumenta que o público não paga uma assinatura apenas pela quantidade. Para manter o serviço atrativo, a Microsoft precisaria oferecer jogos extraordinários que provocassem uma sensação real de perda em quem não possui acesso ao catálogo.

Jogos não funcionam como séries de televisão

O CEO também comparou o Game Pass ao modelo adotado pela HBO. No streaming, produções consagradas como The Sopranos, The Wire e Game of Thrones continuam atraindo assinantes mesmo anos depois de seus lançamentos.

Nos videogames, porém, o comportamento seria diferente. Segundo Mahler, os jogadores valorizam mais as novidades e esperam que os lançamentos recentes superem ou, pelo menos, alcancem a qualidade dos grandes clássicos.

Quando os novos títulos não cumprem essa expectativa, o interesse pelo serviço diminui rapidamente. Por isso, o Xbox precisaria criar jogos capazes de dominar as conversas e se transformar em eventos culturais.

Starfield vira alvo das críticas

Mahler usou Starfield como principal exemplo do problema. Para ele, a expectativa era que a Bethesda entregasse uma experiência comparável a “Skyrim no espaço”, mas o resultado ficou muito abaixo desse potencial.

O executivo resumiu sua frustração afirmando que os jogadores esperavam uma evolução de Skyrim, mas “receberam Starfield”. A crítica reforça sua percepção de que os maiores investimentos do Xbox não estão se transformando nos fenômenos necessários para sustentar o Game Pass.

Para Mahler, o problema também está na gestão. O Xbox precisaria de líderes que compreendam melhor o público, reconheçam a diferença entre um jogo excepcional e outro apenas competente e ofereçam aos desenvolvedores incentivos capazes de estimular projetos mais ambiciosos.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 46

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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