Citizen Vigilante, novo projeto ligado ao controverso filme de Uwe Boll, vai ganhar uma versão para PS5 em 17 de julho de 2026. A página oficial na PlayStation Store já está no ar e confirma o jogo como um título de ação e tiro em primeira pessoa, com campanha solo, suporte offline e melhorias para PS5 Pro.
A proposta é direta: o jogador controla Sanders, um homem que decide fazer justiça com as próprias mãos em uma cidade tomada pelo crime e pela corrupção. A própria descrição oficial apresenta o game como uma experiência de vigilante baseada no filme de Uwe Boll, com combate brutal, gore, desmembramento e uma abordagem bem explícita de violência urbana.
Um jogo que já nasce cercado de polêmica
O anúncio chama atenção não apenas pelo jogo em si, mas pelo material de origem. Citizen Vigilante é baseado no longa dirigido por Uwe Boll e estrelado por Armie Hammer, filme que virou assunto nas últimas semanas por causa de sua abordagem sobre imigração, violência e justiça pelas próprias mãos.
Na Alemanha, a FSK recusou inicialmente a classificação do filme, o que dificultou sua distribuição tradicional e sua divulgação comercial. A decisão acabou gerando o efeito contrário: a controvérsia impulsionou a repercussão internacional do longa e ajudou a transformar o caso em mais um episódio de “publicidade pela proibição”.
PS5 recebe uma adaptação simples, violenta e nada discreta
Segundo informações divulgadas junto ao anúncio, o game terá oito missões de história, veículos, combate com gore e desmembramento, além de trilha sonora original do filme. A PlayStation Store também confirma que se trata do jogo oficial baseado no longa de Uwe Boll.
A polêmica do filme ajudou a empurrar o jogo
Parte da atenção em cima de Citizen Vigilante veio depois que Elon Musk divulgou o filme no X, tornando o longa disponível gratuitamente por 48 horas para milhões de usuários. A exposição aumentou ainda mais a repercussão de um projeto que já vinha sendo discutido por seu conteúdo político e pela maneira como retrata violência contra criminosos e imigrantes.
Depois da repercussão, o filme recebeu classificação 18+ para exibição em cinemas alemães, mas essa liberação não se aplica a streaming, downloads ou mídia física. Ou seja: a situação segue longe de ser simples, e a polêmica continua sendo parte central da campanha involuntária em torno do projeto.
Uwe Boll tenta defender a intenção do projeto
Boll tem defendido Citizen Vigilante dizendo que o filme não seria contra a migração em si, mas contra criminosos. Segundo o diretor, a história mira traficantes, agressores e pessoas que escapam de punições adequadas, especialmente em contextos ligados à Europa e à Alemanha.
A explicação, claro, não encerrou a controvérsia. Para críticos, o filme flerta com um discurso perigoso ao usar imigração, criminalidade e violência como combustível dramático. Para seus defensores, a obra estaria apenas explorando uma fantasia de ação brutal em torno da falência do sistema.
Citizen Vigilante chega ao PS5 em julho
Por enquanto, Citizen Vigilante aparece anunciado oficialmente para PS5. A página da PlayStation Store lista o lançamento para 17 de julho de 2026, com publicação atribuída a Daniel Wengenroth. Até o momento, não há indicação clara de versões para Xbox, Switch ou PC.