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Os 5 jogos de luta mais bem avaliados do Metacritic
Os jogos de luta mudaram bastante ao longo das últimas décadas, mas alguns títulos continuam praticamente intocáveis quando o assunto é reconhecimento da crítica. Mesmo após tantos lançamentos importantes, produções das eras do primeiro PlayStation, Dreamcast e PlayStation 2 ainda aparecem entre as maiores notas registradas no Metacritic.
Para organizar a lista, foi considerada a maior nota alcançada por cada jogo em uma plataforma. Nos casos de empate, o número de análises publicadas pela imprensa foi utilizado como critério de desempate. Confira os cinco jogos de luta mais bem avaliados da história do Metacritic, da quinta posição até o primeiro lugar.
Super Smash Bros. Ultimate levou a proposta criada pela Nintendo ao seu ponto mais ambicioso. Lançado em dezembro de 2018, o jogo reuniu todos os lutadores que haviam participado dos capítulos anteriores, além de personagens inéditos e convidados vindos de algumas das maiores franquias da indústria.
O resultado foi um elenco gigantesco, acompanhado por mais de uma centena de cenários, centenas de músicas e diferentes modalidades para partidas individuais ou multiplayer. Ultimate também conseguiu preservar a característica mais importante da série: ser acessível para quem deseja apenas jogar com os amigos, mas oferecer profundidade suficiente para sustentar uma comunidade competitiva.
O jogo alcançou 93 pontos no Metacritic, com 99% das avaliações classificadas como positivas. A recepção destacou principalmente a quantidade de conteúdo, a variedade do elenco e a capacidade de transformar décadas da história dos videogames em um único crossover.
O sucesso comercial foi ainda maior. Super Smash Bros. Ultimate tornou-se o jogo de luta mais vendido da história, com 37,76 milhões de cópias comercializadas até março de 2026.
Virtua Fighter nunca dependeu de poderes exagerados, projéteis ou golpes cinematográficos. A série da Sega construiu sua identidade sobre combates técnicos, movimentação precisa e estilos inspirados em artes marciais reais. Virtua Fighter 4 refinou essa proposta e entregou uma das experiências mais profundas já produzidas dentro do gênero.
Lançado para PlayStation 2 em 2002, o jogo apresentou Vanessa Lewis e Lei-Fei, representantes de MMA e kung fu Shaolin. O sistema de combate também recebeu novas posturas, contra-ataques e opções defensivas, permitindo que os jogadores alterassem sua abordagem durante as lutas.
Mesmo utilizando apenas três comandos principais (soco, chute e defesa), Virtua Fighter 4 escondia uma enorme variedade de combinações, movimentações e estratégias. O modo de treinamento foi especialmente elogiado por ensinar fundamentos que normalmente exigiriam horas de tentativa e erro.
Com 94 pontos no Metacritic, baseados em 36 análises, o jogo recebeu avaliações positivas de toda a imprensa registrada pelo agregador. A inteligência artificial, o equilíbrio entre os personagens e a profundidade do sistema de luta foram alguns dos elementos mais elogiados.
Street Fighter IV não foi apenas mais um lançamento importante da Capcom. O jogo ajudou a devolver os títulos de luta ao centro da indústria durante uma época em que o gênero já não possuía a mesma força comercial dos anos 1990.
Lançado em 2008, o título recuperou personagens como Ryu, Ken, Chun-Li, Guile e Zangief, ao mesmo tempo em que apresentou novos lutadores, entre eles Crimson Viper, Abel, El Fuerte e Rufus. A Capcom adotou personagens e cenários tridimensionais, mas manteve as batalhas em uma estrutura lateral tradicional, preservando a identidade clássica de Street Fighter.
O grande mérito do jogo foi equilibrar tradição e modernização. Os comandos continuavam reconhecíveis para os veteranos, enquanto sistemas como Focus Attack ofereciam novas possibilidades defensivas e ofensivas. Street Fighter IV podia ser aproveitado por jogadores casuais, mas também apresentava profundidade suficiente para se tornar uma das principais referências do cenário competitivo.
A versão para PlayStation 3 alcançou 94 pontos no Metacritic, com base em 61 análises. A edição para Xbox 360 também foi amplamente elogiada e recebeu 93 pontos.
O impacto também apareceu nas vendas. Segundo os dados da própria Capcom, o Street Fighter IV original chegou a 3,7 milhões de unidades, sem contar as diferentes versões e expansões lançadas posteriormente.
Poucos jogos conseguiram representar tão bem uma geração quanto Tekken 3. Lançado nos fliperamas em 1997 e adaptado para o primeiro PlayStation no ano seguinte, o título mostrou que o console da Sony era capaz de receber uma experiência de luta tridimensional rápida, completa e visualmente impressionante para a época.
Tekken 3 promoveu uma renovação importante no elenco. Jin Kazama, Hwoarang, Ling Xiaoyu, Eddy Gordo e Bryan Fury fizeram suas estreias e se transformaram em personagens fundamentais para o futuro da franquia. O jogo também melhorou a movimentação lateral, acelerou as batalhas e tornou as animações mais fluidas.
Além do modo arcade tradicional, a versão de PlayStation apresentou conteúdos como Tekken Force, que transformava o combate em uma experiência de progressão lateral, e Tekken Ball, no qual os jogadores utilizavam golpes para atacar o adversário por meio de uma bola. Esses extras ajudaram a fazer do jogo uma produção mais completa do que uma simples adaptação dos fliperamas.
Tekken 3 registra 96 pontos no Metacritic, com todas as 15 avaliações da imprensa classificadas como positivas. O jogo também mantém uma nota de 8,8 entre os usuários, reforçando o reconhecimento de um título que ainda costuma ser apontado como um dos melhores capítulos da série.
Mais do que um sucesso crítico, Tekken 3 estabeleceu novos padrões para os jogos de luta em 3D e ajudou a transformar a franquia da Namco em uma das maiores representantes do gênero.
O primeiro lugar pertence a SoulCalibur, jogo lançado para Dreamcast em 1998. Com impressionantes 98 pontos, o título não é apenas o jogo de luta mais bem avaliado do Metacritic: ele também ocupa a segunda posição entre todos os videogames presentes no ranking histórico do site, atrás somente de The Legend of Zelda: Ocarina of Time.
SoulCalibur apostou em batalhas tridimensionais com armas, movimentação livre pelos cenários e personagens com estilos completamente diferentes. Espadas, lanças, bastões e outras armas não eram apenas elementos visuais, pois influenciavam alcance, velocidade, posicionamento e estratégia.
A adaptação para Dreamcast chamou atenção por superar tecnicamente a versão dos fliperamas. O jogo funcionava a 60 quadros por segundo, apresentava modelos mais detalhados e oferecia controles extremamente responsivos. Para muitos jogadores, ele se tornou uma das primeiras demonstrações claras do salto tecnológico proporcionado pela nova geração de consoles.
As 24 análises reunidas pelo Metacritic foram positivas, resultando no histórico Metascore 98. Fluidez, gráficos, variedade de personagens e precisão do sistema de combate colocaram SoulCalibur em um patamar que nenhum outro jogo de luta conseguiu superar dentro do agregador.
Mais de duas décadas depois, sua posição permanece intacta. Novos jogos trouxeram elencos maiores, estruturas online mais robustas e gráficos muito mais avançados, mas nenhum conseguiu alcançar a mesma média registrada pelo clássico do Dreamcast.
Um ranking dominado por clássicos
A lista mostra como o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000 foram decisivos para a evolução dos jogos de luta. SoulCalibur, Tekken 3 e Virtua Fighter 4 estabeleceram referências para os combates tridimensionais, enquanto Street Fighter IV revitalizou o gênero e Super Smash Bros. Ultimate transformou o crossover da Nintendo em um fenômeno comercial sem precedentes.
Mesmo com a chegada de produções modernas extremamente elogiadas, como Street Fighter 6 e Tekken 8, os primeiros lugares do Metacritic continuam ocupados por títulos que definiram suas respectivas gerações. Superá-los será uma tarefa difícil, especialmente SoulCalibur, que permanece no topo do gênero com uma nota quase perfeita.