Mesmo em um mercado cada vez mais digital, alguns lançamentos continuam provando que o disco ainda tem peso. Segundo estimativas da Alinea Analytics, Resident Evil Requiem vendeu cerca de 3,5 milhões de cópias no PS5 em 2026, com aproximadamente 27,8% das vendas em mídia física. O jogo também teria gerado cerca de US$ 250 milhões em receita bruta apenas na plataforma da Sony.
Capcom acerta de novo
O resultado reforça a força comercial de Resident Evil em uma geração na qual a franquia se consolidou como uma das apostas mais seguras da Capcom. Requiem não apenas vendeu bem, como também apareceu com uma participação física relevante para os padrões atuais, especialmente em um cenário no qual os grandes lançamentos têm migrado cada vez mais para o digital.
Um ponto interessante levantado por Rhys Elliott, da Alinea Analytics, é que a estrutura do jogo pode favorecer a revenda. Por ter uma campanha mais curta, Resident Evil Requiem se torna um título naturalmente atrativo para quem compra em disco, termina a experiência e depois revende ou troca a mídia.
Na prática, isso significa que o jogo não apenas movimenta vendas diretas, mas também ajuda a manter vivo o mercado secundário de mídia física. Para colecionadores, lojas e jogadores que ainda preferem ter o disco na prateleira, esse detalhe importa bastante.

007 First Light também mostra força
Outro destaque do levantamento é 007 First Light, da IO Interactive. O jogo teria vendido cerca de 2 milhões de cópias no PS5, com receita estimada em US$ 142 milhões. A participação física ficou em torno de 21%.
O desempenho chama atenção porque First Light marca uma nova fase para James Bond nos games. Mesmo sem ser uma sequência direta de uma franquia anual, o título conseguiu largar forte e ainda conta com um roadmap de conteúdo pós-lançamento, o que pode prolongar sua vida comercial ao longo do ano.
Crimson Desert começa forte, mas perde fôlego
Crimson Desert, da Pearl Abyss, também aparece entre os nomes de maior peso no PS5. Segundo a estimativa, o jogo vendeu aproximadamente 1,9 milhão de cópias na plataforma, com 19,9% das vendas em mídia física e cerca de US$ 142 milhões em receita.
O detalhe menos animador está na curva de vendas. A maior parte do desempenho teria vindo entre março e abril, enquanto maio caiu para cerca de 112 mil cópias vendidas. Isso indica uma desaceleração rápida depois do impacto inicial, algo comum em jogos de mundo aberto que chegam com muito hype, mas precisam de conteúdo, boca a boca ou atualizações fortes para manter ritmo.
Forza Horizon 5 vira sucesso silencioso no PlayStation
A presença de Forza Horizon 5 na lista talvez seja a mais simbólica. Lançado originalmente em 2021 e levado ao PS5 depois, o jogo da Playground Games teria vendido 1,2 milhão de cópias no console em 2026. No acumulado, já seriam 6,2 milhões de unidades vendidas no PS5 desde sua chegada à plataforma da Sony.
Para uma franquia historicamente ligada ao Xbox, o resultado é enorme. Ele mostra que a estratégia multiplataforma da Microsoft pode transformar antigos exclusivos em produtos muito fortes também fora do próprio ecossistema. E, inevitavelmente, aumenta a expectativa sobre o desempenho de um eventual Forza Horizon 6 no PlayStation.
Vale reforçar: são estimativas, não dados oficiais
Todos os dados citados vêm da Alinea Analytics e devem ser tratados como estimativas de mercado. Até o momento, esses números não foram confirmados oficialmente pela PlayStation, pela Capcom, pela IO Interactive, pela Pearl Abyss ou pela Microsoft.
Ainda assim, o levantamento deixa uma mensagem clara: o digital domina, mas a mídia física ainda não morreu. Em alguns casos, como Resident Evil Requiem, ela continua sendo parte importante da conversa, especialmente quando o jogo tem apelo de coleção, campanha fechada e potencial de revenda.

