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Xbox: Bethesda quase não tinha demissões antes da aquisição pela Microsoft, dizem funcionários

3 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 19 de agosto de 2026 às 19:22 BRT
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Funcionários ligados à Bethesda estão ampliando a pressão sobre a Microsoft após novas rodadas de demissões dentro da divisão Xbox. Trabalhadores organizaram protestos em nove cidades dos Estados Unidos e do Canadá para apoiar colegas dispensados e denunciar aquilo que descrevem como uma crescente “cultura de demissões” dentro da companhia.

Os atos contam com apoio dos sindicatos One Bethesda Game Studios (OneBGS) e Communications Workers of America (CWA). Além dos cortes em si, funcionários criticam a maneira como a Microsoft conduz esses processos e afirmam que a realidade atual contrasta fortemente com o período anterior à aquisição da ZeniMax.

Em entrevista ao Kotaku, Alex Nguyen, da Bethesda, afirmou que demissões eram algo incomum dentro da empresa antes de ela passar para o controle da Microsoft.

Xbox: Bethesda quase não tinha demissões antes da aquisição pela Microsoft, dizem funcionários

“Não havia demissões antes; agora temos demissões anuais”

Segundo Nguyen, a estabilidade profissional era justamente um dos grandes atrativos de trabalhar na Bethesda.

Durante o período em que a ZeniMax ainda controlava a companhia, funcionários poderiam imaginar uma carreira de longo prazo dentro do estúdio, algo que ajudava a manter profissionais experientes e preservar conhecimento entre diferentes projetos.

“Desde que estamos sob a Microsoft, parece que algo mudou. Não havia demissões antes. Agora, de repente, temos demissões anuais”, afirmou.

O desenvolvedor também lembrou que mesmo projetos que atravessaram momentos difíceis não costumavam resultar imediatamente em cortes.

Jogos como Fallout 76 e The Elder Scrolls Online passaram por lançamentos ou períodos problemáticos, mas suas equipes tiveram oportunidade de corrigir rumos e continuar trabalhando nas produções.

Para os funcionários que participam dos protestos, essa sensação de segurança teria diminuído consideravelmente nos últimos anos.

Cortes podem afetar diretamente os próximos jogos

Nathan Hahn, produtor da Bethesda, também chamou atenção para o impacto que a perda recorrente de profissionais pode ter sobre os próprios jogos.

Segundo ele, grandes produções dependem diretamente da experiência acumulada pelas equipes, e remover funcionários em grande quantidade significa perder conhecimento técnico, criativo e institucional construído durante anos.

Isso pode afetar tanto o ritmo de desenvolvimento quanto a qualidade dos projetos.

A preocupação não se resume, portanto, ao número de pessoas dispensadas. Para Hahn, a experiência e as funções ocupadas pelos profissionais atingidos também precisam ser consideradas.

Em estúdios responsáveis por jogos que levam muitos anos para serem concluídos, a saída de desenvolvedores veteranos pode gerar consequências que só aparecem muito tempo depois.

Sindicatos dizem que Microsoft evitou negociação

Outra crítica dos trabalhadores envolve a forma como as demissões teriam sido conduzidas.

Hahn afirma que representantes sindicais tentaram discutir com a Microsoft alternativas para tornar o processo mais justo para os funcionários afetados.

Segundo seu relato, porém, as tentativas ficaram quatro meses sem uma resposta efetiva, e a companhia posteriormente avançou com os cortes sem chegar a um acordo com os sindicatos.

É justamente essa falta de diálogo que os protestos também tentam colocar em evidência.

Os grupos envolvidos defendem que decisões dessa magnitude deveriam passar por negociações capazes de discutir indenizações, condições de saída e alternativas às dispensas.

Protestos aumentam pressão sobre a divisão Xbox

As manifestações acontecem em um momento no qual as demissões se tornaram um dos assuntos mais sensíveis envolvendo a operação de games da Microsoft.

Para os funcionários da Bethesda, a mudança mais difícil de aceitar é justamente a normalização dos cortes.

Nguyen descreve um ambiente que antes oferecia a perspectiva de permanecer na empresa durante décadas e que agora, segundo ele, convive com a expectativa de novas dispensas praticamente todos os anos.

A Microsoft, por sua vez, precisa lidar não apenas com a repercussão externa das demissões, mas também com uma força de trabalho cada vez mais organizada.

Com protestos acontecendo em diferentes cidades e sindicatos ampliando a cobrança por negociações, a relação entre a liderança do Xbox e parte dos trabalhadores da Bethesda entra em uma fase de tensão que vai muito além de uma única rodada de cortes.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 48

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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