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Metro 2039 quer ser um reflexo brutal da realidade, afirma criador da franquia

2 min de leiturapor MustefuegoMetro 2039

Dmitry Glukhovsky, criador da franquia Metro e autor dos livros que inspiram a série de jogos, deixou bem claro que Metro 2039 não nasce para ser tratado como um produto qualquer.

Depois de anos de desenvolvimento, o jogo foi anunciado recentemente pela 4A Games, e Glukhovsky já disparou sua opinião nas redes sociais. Para ele, a palavra jogo não dá conta do que vem por aí. “Eu não acho que Metro 2039 deva ser chamado de jogo. Deveria ser chamado de experiência”, escreveu. O recado é direto e, de certo modo, prepara o terreno para um título que tenta ser mais do que entretenimento.

O autor também vem reforçando o tom da obra ao longo das publicações. Ele chamou Metro 2039 de “a história mais adulta” da franquia e chegou a dizer que ela “não parece mais uma distopia ou ficção científica”. Em outras palavras, a promessa é de uma narrativa que puxa o leitor e o jogador para um lugar desconfortável, reconhecível demais para fingir que é só imaginação.

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E aí entra a parte mais pesada. Em uma nova mensagem, Glukhovsky ampliou o compromisso temático do projeto: “Em tempos sombrios, em tempos de guerra, as histórias precisam espelhar a realidade, registrá-la, para que as lições desses tempos nunca sejam esquecidas. Metro 2039 é esse espelho. Mas, como se espera dos espelhos, você verá seu próprio reflexo quando olhar para ele. Quem é você?”

Uma franquia forjada pela guerra
Esse peso todo não é discurso vazio. A origem de Metro 2039 está diretamente ligada ao conflito armado na Ucrânia. Uma versão anterior do projeto foi abandonada em 2022, quando a Rússia iniciou a invasão em larga escala do país. Foi nesse momento que a 4A Games decidiu reconstruir o jogo com um objetivo mais específico: retratar de forma mais fiel o impacto real da situação sobre as pessoas que constroem o projeto.

Há relatos de que parte do desenvolvimento aconteceu com a equipe abrigada em bunkers, enquanto mísseis passavam sobre a Ucrânia. Dá para entender por que o primeiro trailer já passou a impressão de que Metro 2039 quer chegar perto do real, sem floreio e sem distância emocional.

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Na apresentação do jogo, integrantes da 4A Games falaram sobre o sofrimento causado pela invasão e como isso moldou diretamente as escolhas criativas do estúdio. Hoje, a empresa opera de maneira dividida, com um escritório importante em Malta, mas Kyiv continua sendo o núcleo central do desenvolvimento.

No fim das contas, Metro 2039 parece estar sendo construído como um registro. Não um enfeite de prateleira. Glukhovsky chama de experiência, e os fatos sugerem que ele não está exagerando.

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