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Ryse: Son of Rome quase virou o Assassin’s Creed do Xbox, revelam ex-desenvolvedores

3 min de leiturapor MustefuegoRyse: Son of Rome
Atualizado por último em: 11 de julho de 2026 às 21:55 BRT

Ryse: Son of Rome não foi planejado para terminar em Roma. Ex-desenvolvedores da Crytek revelaram que o jogo seria o ponto de partida para uma franquia histórica, com cada capítulo explorando diferentes impérios e períodos, uma estrutura semelhante à adotada por Assassin’s Creed.

Entre os cenários discutidos estavam o Japão feudal, a era dos vikings e o Império Otomano. A proposta era acompanhar o ciclo de grandes civilizações, mostrando sua ascensão, seu auge e o início de sua queda.

Ryse: Son of Rome — Ryse: Son of Rome quase virou o Assassin’s Creed do Xbox, revelam ex-desenvolvedores
Ryse: Son of Rome

A questão era simples: deixar Roma para trás ou ampliar a ideia

Segundo Yannick Boucher, um dos gerentes de projeto do jogo original, a equipe discutia qual era o verdadeiro apelo de Ryse: a ambientação romana ou a possibilidade de explorar grandes acontecimentos históricos.

Essa dúvida definiria o futuro da série. Uma opção seria permanecer próxima da Roma Antiga, visitando civilizações como a Grécia. A outra seria transformar Ryse em uma antologia, levando a fórmula para culturas e períodos completamente diferentes.

Peter Gornstein, diretor de arte e cinemáticas, defendia uma sequência ambientada no mundo dos vikings. Parte da equipe também demonstrava grande interesse pelo Japão feudal, embora alguns desenvolvedores considerassem arriscado abandonar Roma tão cedo.

Sequências teriam mapas maiores e mais liberdade

As continuações não mudariam apenas de cenário. A Crytek também pretendia corrigir uma das principais críticas feitas ao primeiro jogo: a estrutura excessivamente linear.

Boucher reconheceu que muitos níveis funcionavam praticamente como corredores. Por isso, os novos capítulos teriam ambientes maiores, mais caminhos disponíveis e maior liberdade de exploração.

A equipe também planejava recuperar mecânicas descartadas durante o desenvolvimento por falta de tempo. A ideia era aproveitar as bases técnicas e visuais de Son of Rome, mas construir uma experiência mais variada, profunda e menos repetitiva.

Ryse: Son of Rome — Ryse: Son of Rome quase virou o Assassin’s Creed do Xbox, revelam ex-desenvolvedores
Ryse: Son of Rome

Microsoft teria se impressionado com a proposta

De acordo com Patrick Hanenberger, a apresentação preparada pela Crytek foi recebida com entusiasmo pela Microsoft. O desenvolvedor afirma que a empresa descreveu o projeto como uma das propostas de propriedade intelectual mais coesas que já havia recebido.

Tudo indicava que Ryse poderia se tornar uma das grandes franquias históricas do Xbox. O plano, porém, dependia do desempenho do primeiro jogo e foi justamente aí que o projeto perdeu força.

Recepção abaixo do esperado enterrou os planos

Lançado em novembro de 2013 como um dos principais títulos de estreia do Xbox One, Ryse: Son of Rome impressionou pelos gráficos, pela captura de movimentos e pela apresentação cinematográfica. O combate repetitivo, a curta duração e a linearidade, no entanto, pesaram contra o jogo.

A versão de Xbox One terminou com média 60 no Metacritic, classificada como uma recepção mista. A própria Crytek admitiu posteriormente que não estava satisfeita com o desempenho comercial do título.

As negociações para uma sequência também teriam esbarrado em uma disputa pelos direitos da marca. A Microsoft queria assumir a propriedade intelectual como parte de um possível novo investimento, enquanto a Crytek não pretendia abrir mão do controle sobre Ryse. Sem acordo, o projeto não avançou.

Uma franquia que morreu antes de começar

Ryse: Son of Rome ganhou reconhecimento ao longo dos anos por sua apresentação visual e pela ambientação, mas nunca recebeu a oportunidade de evoluir suas melhores ideias.

Os planos revelados pelos antigos desenvolvedores mostram que a Crytek não pensava apenas em produzir uma continuação. O objetivo era transformar Ryse em uma grande franquia histórica do Xbox, passando por diferentes civilizações e períodos.

A série que poderia ter levado o Xbox de Roma ao Japão feudal acabou presa em seu primeiro capítulo. Não por falta de ideias, mas porque o jogo original não teve força suficiente para garantir que elas saíssem do papel.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 47

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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