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Ubisoft defende transição para o digital e minimiza impacto do fim da mídia física no PlayStation

3 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 24 de julho de 2026 às 09:53 BRT
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A Ubisoft acredita que o fim dos jogos físicos no PlayStation não provocará grandes impactos na indústria. Para a empresa, a experiência do mercado de PC mostra que a distribuição exclusivamente digital pode até contribuir para ampliar o público e reduzir o preço dos consoles no futuro.

A avaliação foi feita por Frédérick Duguet, diretor financeiro da Ubisoft, durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2026–2027. O executivo foi questionado sobre os possíveis efeitos da decisão da Sony de interromper a produção de discos para novos jogos a partir de janeiro de 2028.

A preocupação apresentada por investidores envolvia principalmente o enfraquecimento do mercado de usados. Atualmente, muitos jogadores vendem ou trocam títulos antigos para financiar a compra de novos lançamentos, uma possibilidade que desaparece quando os jogos ficam presos às contas digitais.

Ubisoft defende transição para o digital e minimiza impacto do fim da mídia física no PlayStation

Ubisoft usa mercado de PC como exemplo

Duguet reconheceu que a transição apresenta vantagens e desvantagens, mas afirmou que a adoção do formato digital ajudou o mercado de PC a crescer.

O que vimos no PC é que isso ajudou a ampliar o mercado, declarou o executivo.

Segundo ele, a eliminação do leitor de discos também pode contribuir para a fabricação de aparelhos mais acessíveis diante do aumento dos custos de hardware.

Existem pontos positivos e negativos, mas acreditamos que isso não afetará tanto a indústria, completou.

A comparação, entretanto, ignora uma diferença importante entre os dois ecossistemas. No PC, os consumidores podem escolher entre diferentes lojas, como Steam, GOG e Epic Games Store. No PlayStation, a compra digital fica concentrada na PlayStation Store, reduzindo a concorrência direta entre os vendedores.

Sem discos, Sony e publicadoras passam a controlar ainda mais o mercado

A migração também interessa financeiramente à Sony e a empresas como a própria Ubisoft. A distribuição digital elimina custos de fabricação, transporte e armazenamento, além das margens destinadas ao varejo.

Sem o mercado de usados, cada nova cópia precisa ser adquirida diretamente nas lojas digitais. A publicadora volta a receber dinheiro em todas as vendas, algo que não acontece quando um disco usado passa de um jogador para outro.

Consoles sem leitor também costumam ser vendidos por preços menores. A estratégia reduz o custo inicial do aparelho, mas mantém o consumidor dentro de um ecossistema fechado, no qual a fabricante recebe uma porcentagem das compras realizadas em sua loja.

Isso não significa, porém, que a economia obtida com a distribuição digital será necessariamente repassada aos jogadores. Sem a concorrência das lojas físicas e dos jogos usados, o consumidor também perde alternativas para encontrar preços menores.

Ubisoft defende transição para o digital e minimiza impacto do fim da mídia física no PlayStation

A mídia física ocupa uma fatia cada vez menor das vendas

A posição da Ubisoft encontra respaldo na queda das vendas físicas. Segundo dados divulgados pelo analista Mat Piscatella, da Circana, apenas sete jogos para plataformas PlayStation ultrapassaram 100 mil cópias físicas vendidas nos Estados Unidos durante 2026 até o momento.

O levantamento considera títulos de todas as publicadoras e todas as plataformas PlayStation, e não apenas jogos produzidos pela Sony.

A Sony confirmou que deixará de fabricar discos para todos os novos jogos lançados a partir de janeiro de 2028. Títulos disponibilizados anteriormente continuarão podendo receber novas tiragens físicas, mas os futuros lançamentos serão comercializados apenas em formatos digitais.

Para a Ubisoft, a mudança representa uma evolução natural do mercado. Para parte dos jogadores, entretanto, ela significa perder a possibilidade de emprestar, revender, colecionar ou preservar os jogos sem depender permanentemente de uma conta e de uma loja controlada pela fabricante.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 47

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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