Clair Obscur: Expedition 33 atingiu a marca de 8 milhões de cópias vendidas em seu primeiro ano, um resultado que, sinceramente, faz o mercado parar e olhar duas vezes. E não é difícil entender o motivo. Estamos falando da estreia de um estúdio até então pouco conhecido, apostando em um RPG por turnos, gênero que raramente rompe a bolha do mainstream sem o peso de nomes gigantes como Final Fantasy, Persona ou Pokémon.
Mas, segundo Mat Piscatella, diretor sênior da Circana e uma das principais referências em análise do mercado de games, existe um fator que pode ter sido decisivo para esse desempenho: o Xbox Game Pass.
A Sandfall Interactive anunciou recentemente o feito, e um detalhe chama bastante atenção: o jogo chegou ao Game Pass já no dia do lançamento e permaneceu disponível no catálogo. Para Piscatella, essa estratégia não prejudicou as vendas. Pelo contrário: pode ter ampliado o potencial comercial do jogo ao colocá-lo diante de milhões de jogadores que talvez jamais apostassem dinheiro em um RPG por turnos de uma franquia desconhecida. Em outras palavras, o Game Pass pode ter funcionado como uma enorme vitrine. Muita gente testou por curiosidade, se surpreendeu com a qualidade e, depois disso, decidiu comprar o jogo para ter na própria biblioteca.

Assinaturas ajudam nas vendas ou canibalizam o mercado?
A velha discussão sobre serviços de assinatura ajudarem ou prejudicarem as vendas continua longe de ter uma resposta definitiva. Mas Clair Obscur: Expedition 33 mostra que, em alguns casos, o modelo pode transformar um jogo promissor em um fenômeno comercial. E esse não seria o único exemplo. Sea of Thieves e Sea of Stars também são frequentemente citados como casos de jogos que cresceram mesmo estando disponíveis em serviços de assinatura desde o lançamento.
Ainda assim, nem todo mundo compra essa ideia. Swen Vincke, fundador da Larian Studios e diretor de Baldur’s Gate 3, já deixou claro que seus jogos não devem entrar em plataformas de assinatura. Para ele, a relação direta entre desenvolvedor e jogador continua sendo o melhor caminho. No fim das contas, a pergunta continua aberta: serviços como o Game Pass tiram valor dos jogos ou ajudam grandes títulos a encontrar um público muito maior?
E você, prefere comprar seus jogos ou jogar através de serviços de assinatura?

