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CEO da Remedy diz que Alan Wake 2 e Control deveriam ter vendido mais

3 min de leiturapor MustefuegoAlan Wake II
Atualizado por último em: 28 de maio de 2026 às 17:51 BRT

A Remedy Entertainment se consolidou como um dos estúdios mais respeitados da indústria, especialmente pela força criativa de franquias como Max Payne, Alan Wake e Control. Nos últimos anos, o estúdio finlandês ampliou sua base de fãs ao entregar jogos muito elogiados pela crítica e pelo público, com identidade autoral forte e propostas narrativas bem diferentes do padrão mais tradicional dos grandes lançamentos. No entanto, esse reconhecimento não se traduziu automaticamente em vendas no mesmo nível. Apesar da recepção positiva, alguns dos projetos mais recentes da Remedy tiveram dificuldade para alcançar resultados comerciais mais expressivos. Alan Wake 2, por exemplo, demorou alguns meses para se tornar lucrativo para o estúdio, mesmo sendo tratado como um dos jogos mais marcantes de sua geração.

Esse contraste entre prestígio crítico e desempenho comercial foi comentado por Jean-Charles Gaudechon, novo CEO da Remedy. Em entrevista recente, o executivo afirmou que tanto Alan Wake 2 quanto Control deveriam ter vendido muito mais.

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Segundo Gaudechon, a Remedy já cria jogos com personalidade própria, mas ainda existe um grande potencial a ser explorado. Para ele, o estúdio nem chegou perto de alcançar tudo o que pode entregar em termos de histórias, gameplay e experiências criativas com sua assinatura própria.

O executivo também tentou afastar preocupações sobre possíveis mudanças bruscas na identidade da Remedy. Antes de assumir o cargo, Gaudechon trabalhou na Electronic Arts com franquias de grande escala, como EA Sports FC e Battlefield. Mesmo assim, ele reforçou que a ideia não é descaracterizar o estúdio, mas ampliar o alcance comercial de suas propriedades intelectuais.

Na visão do novo CEO, a Remedy precisa pensar maior com marcas como Alan Wake e Control. O objetivo é fazer essas franquias chegarem a um público mais amplo, sem abandonar o estilo criativo que tornou o estúdio reconhecido.

Parte dessa estratégia passa pela expansão das franquias para outras mídias. A Remedy pretende usar sua parceria com a Annapurna para fortalecer Alan Wake e Control além dos videogames, explorando formatos como séries de TV e filmes. A intenção é aumentar a visibilidade dessas marcas e atrair novos públicos que talvez ainda não tenham contato direto com os jogos.

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Gaudechon também destacou que projetos cross-media podem ajudar a maximizar o potencial dos títulos já lançados e dos próximos jogos do estúdio. Para ele, Alan Wake e Control têm universos fortes o suficiente para crescer além do público atual da Remedy.

Enquanto Alan Wake entra em um período de pausa após o lançamento de Alan Wake 2, a Remedy já prepara o próximo grande passo da franquia Control. O novo jogo, CONTROL Resonant, está previsto para 2026 no PS5, Xbox Series X|S e PC.

Desta vez, o protagonista será Dylan Waden, e a proposta deve alterar significativamente a fórmula do primeiro jogo. Em vez do foco nas armas de Jesse Faden, a nova experiência promete apostar em combates corpo a corpo, indicando uma mudança importante na abordagem de gameplay.

Com essa nova fase, a Remedy tenta equilibrar dois objetivos difíceis: manter sua identidade criativa e, ao mesmo tempo, transformar suas franquias em sucessos comerciais maiores. Para Gaudechon, o potencial está claro. Agora, o desafio é fazer Alan Wake, Control e os próximos projetos do estúdio alcançarem o público que, segundo ele, essas marcas sempre mereceram.

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