Levar Cyberpunk 2077 ao Nintendo Switch 2 exigiu um dos maiores esforços técnicos já realizados pela CD Projekt Red. Além de adaptar o RPG ao novo hardware, o estúdio decidiu incluir o jogo completo no cartucho, evitando o uso dos controversos Game Key Cards.
Artur Kepen, gerente sênior de lançamentos da empresa, afirmou que o projeto esteve entre os mais desafiadores e ambiciosos da história recente do estúdio. A versão também marcou a primeira participação da CD Projekt Red no lançamento de um console.

Jogo completo no cartucho nunca esteve em discussão
Enquanto diversas produtoras optaram pelos Game Key Cards, cartões físicos que funcionam apenas como uma licença para baixar o jogo, a CD Projekt Red seguiu na direção oposta.
Segundo Kepen, a intenção sempre foi oferecer Cyberpunk 2077 completo no cartucho, mesmo que isso exigisse mais tempo, trabalho técnico e colaboração com a Nintendo.
A decisão teve peso especial por causa do tamanho do jogo e da expansão Phantom Liberty. Para viabilizar o lançamento físico, a equipe precisou avançar no desenvolvimento e na otimização muito além do que seria necessário em uma edição dependente de download.
O executivo afirmou que a Nintendo conhecia a ambição do projeto e trabalhou diretamente com o estúdio para tornar a versão possível.
Switch 2 também recebeu controles de movimento
A adaptação não ficou limitada ao desempenho. A CD Projekt Red desenvolveu controles por movimento especificamente para o novo console, explorando recursos próprios do hardware.
A equipe precisou testar diferentes formas de interação para garantir que a funcionalidade não parecesse apenas um recurso adicional, mas uma opção integrada aos combates e à exploração.
Questionado sobre a possibilidade de um Switch 2 personalizado ou de um controle temático de Cyberpunk 2077, Kepen evitou comentar. A resposta, embora não confirme qualquer produto, mantém aberta a possibilidade de futuras colaborações entre a CD Projekt Red e a Nintendo.
Versão para macOS nasceu de parceria com a Apple
Cyberpunk 2077 também recebeu uma versão nativa para macOS. Diferentemente de uma simples adaptação, o projeto foi desenvolvido especificamente para os computadores da Apple.
Kepen descreveu a colaboração entre as empresas como uma experiência de troca constante. A CD Projekt Red aprendeu mais sobre as ferramentas, prioridades e processos de suporte da Apple, enquanto a fabricante recebeu informações sobre as necessidades técnicas de uma grande produção de orçamento elevado.
Entre os recursos criados está o modo For This Mac, que ajusta automaticamente as configurações gráficas de acordo com o computador utilizado pelo jogador.
Atualização para PS5 Pro exigiu novas soluções
O PS5 Pro também recebeu melhorias específicas, embora a atualização tenha demorado mais do que parte do público esperava.
Segundo Kepen, trabalhar novamente em um jogo lançado há mais de cinco anos exigiu resolver questões relacionadas à taxa de quadros, qualidade de imagem e compatibilidade com as ferramentas mais recentes da Sony.
O executivo não revelou quanto tempo o desenvolvimento consumiu nem confirmou novas atualizações voltadas ao PSSR, sistema de reconstrução de imagem do PS5 Pro.
Com versões para Switch 2, macOS e o console aprimorado da Sony, Cyberpunk 2077 atravessou mais um ciclo de expansão técnica. No caso do aparelho da Nintendo, porém, o projeto ganhou importância adicional: além de adaptar um dos jogos mais exigentes da geração, a CD Projekt Red recusou transformar o cartucho em uma simples chave de download.

