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Políticos mexicanos querem investigar a Sony por monopólio após o fim da mídia física

3 min de leiturapor Mustefuego
Atualizado por último em: 13 de julho de 2026 às 20:17 BRT
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A decisão da Sony de abandonar os lançamentos físicos no PlayStation começou a provocar reações fora da comunidade gamer. No México, parlamentares anunciaram que pretendem acionar a autoridade antimonopólio do país para investigar os possíveis impactos da mudança sobre consumidores e varejistas.

A iniciativa envolve a deputada Iraís Reyes e o senador Luis Donaldo Colosio, ambos do Movimiento Ciudadano. Os dois querem que a Comissão Nacional Antimonopólio avalie se o avanço para um ecossistema totalmente digital dará à Sony controle excessivo sobre a venda de jogos para PlayStation.

Não se trata de uma ação oficial do governo mexicano nem de uma condenação contra a empresa. O objetivo, neste momento, é apresentar uma denúncia formal e pedir que o órgão responsável analise o caso.

Políticos mexicanos querem investigar a Sony por monopólio após o fim da mídia física

O consumidor corre o risco de ficar dependente da PlayStation Store

Iraís Reyes argumenta que o desaparecimento dos discos reduzirá as opções disponíveis para quem possui um console PlayStation.

Hoje, o consumidor pode comparar preços em diferentes lojas, procurar promoções no varejo, comprar jogos usados e revender uma cópia depois de terminar. Também pode emprestar ou trocar discos com outras pessoas.

Em um modelo totalmente digital, essas alternativas deixam de existir. O jogador passa a depender da PlayStation Store, controlada pela própria Sony, para comprar novos títulos.

A preocupação dos parlamentares é que a empresa passe a concentrar o controle sobre a plataforma, a distribuição e as condições comerciais dentro do mesmo ecossistema.

Lojas e mercado de usados também seriam afetados

A mudança não atingiria apenas os jogadores. Lojas especializadas e grandes varejistas perderiam espaço na venda de lançamentos para PlayStation, enquanto o mercado de jogos usados praticamente desapareceria.

Esse mercado ainda permite que muitos consumidores reduzam o custo de jogar. Uma pessoa pode comprar um título, terminar a campanha e recuperar parte do valor por meio da revenda.

No formato digital, essa possibilidade não existe. A compra fica vinculada à conta do usuário e não pode ser transferida oficialmente para outra pessoa.

Para os parlamentares mexicanos, retirar essa alternativa pode aumentar a dependência dos consumidores em relação à loja da Sony e reduzir a concorrência na venda de jogos.

Políticos mexicanos querem investigar a Sony por monopólio após o fim da mídia física

Compra digital não oferece o mesmo controle

A denúncia também pretende chamar atenção para a diferença entre comprar um disco e adquirir um jogo digital.

Quando compra uma versão digital, o usuário normalmente recebe uma licença de acesso ligada à sua conta. Ele não pode vender, emprestar ou transferir o produto livremente, como faria com uma mídia física.

Essa limitação também preocupa quem acompanha a preservação dos jogos. Caso uma loja seja encerrada, uma licença expire ou determinado conteúdo seja removido, o consumidor pode ter menos controle sobre aquilo que comprou.

Os parlamentares não afirmam que todos os jogos digitais desaparecerão, mas defendem que o público precisa de garantias mais claras antes que o formato físico seja abandonado.

Internet ainda é uma barreira

Outro ponto levantado envolve o tamanho atual dos jogos e a qualidade do acesso à internet.

Títulos modernos podem exigir downloads superiores a 100 GB, o que representa um problema para usuários com conexões lentas, planos limitados ou pouca disponibilidade de armazenamento.

Os discos atuais também costumam depender de atualizações, mas ainda oferecem uma alternativa importante para parte do público. Obrigar todos os jogadores a depender exclusivamente de downloads pode ampliar dificuldades já existentes.

Sony ainda não foi considerada culpada

A apresentação da denúncia não significa que a Sony tenha cometido uma prática ilegal. A autoridade mexicana precisará decidir se existem elementos suficientes para iniciar uma investigação.

Caso o processo avance, o órgão deverá avaliar se a decisão representa apenas uma mudança comercial da empresa ou se cria uma situação capaz de prejudicar a concorrência e limitar as escolhas do consumidor.

A discussão deve crescer à medida que a indústria se aproxima de um mercado cada vez mais digital. Caixas com códigos de download, jogos sem disco e consoles sem leitor já mostram que a transição está em andamento.

No México, porém, dois parlamentares querem saber até onde essa mudança pode avançar sem deixar o consumidor completamente dependente de uma única loja.

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Mustefuego

@mustefuego-Nível 47

Membro veterano do Tera Time, apaixonado por histórias sombrias e universos perturbadores. Viciado em terror e fã declarado de Resident Evil, Outlast, BioShock e Cuphead. Amante de videogames e cinema, com um fascínio especial pelo estilo caótico e criativo de Sam Raimi.

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